Para quem chegou até este blog por acaso ou engano:
Aqui se escreve sobre a política e o modo de viver de uma cidade chamada Bagé, localizada no Sul do Rio Grande do Sul, um Estado da República do Brasil, no continente Americano do Sul. Aqui também se ironiza e se cultiva o bom humor, mas principalmente, lembra-se às autoridades que não se legisla ou governa de qualquer jeito, sem responsabilidade ou sem o olhar envolvente de quem está atento às coisas do mundo.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Emanuel Müller deve assumir
a Comunicação da Prefeitura
Emanuel Müller na cobertura das eleições 2010,
pela Rádio Difusora
O jornalista Emanuel Müller deve ser o novo coordenador de Comunicação da Prefeitura. Depois deste blog ter anunciado que o cargo seria de Angelina Quintana, a Fifa, que acabou não "fechando" as negociações, agora o nome cotado é do ex-locutor apresentador da Rádio Difusora e atual editor do jornal Folha do Sul.
Emanuel Müller deve ocupar o lugar de Marcela Mello, a coordenadora que entrará em licença maternidade. 
Se gostar e tudo correr bem, fica. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O afeto de Bagé
Morreu Paulo Figueredo, o Paulinho Vesgo. 
Aquele que Bagé elegeu  vereador em 2000, pelo Partido Socialista Brasileiro, com 980 votos. 
Foi o décimo mais votado numa Câmara de 21 eleitos. 
O PSB elegeu dois vereadores. O outro era Ubaldo Saraçol, que morreu em 2007. 
Paulinho não entendia de política, não gostava de política  e não se importava com essa história de ideologias partidárias. Bobagem! Pura bobagem! Assim como também nunca disse que seu negócio era o pragmatismo, que fazia as coisas sem ver cor partidária. Embora fosse possível. Mas isso não era discurso pra ele.
Paulinho... era o Paulinho Vesgo, que um dia tentou mudar seus olhos para deixar de ser vesgo e “trocar de sobrenome”. Sim. O codinome virou outro nome. Aí, não deu, porque algum médico disse que era melhor ficar com os olhos como estavam por não haver garantia na cirurgia.
Quando foi eleito vereador, em outubro de quase onze anos atrás, Paulinho não ouviu de seus eleitores, pelo menos boa parte deles, “quero ver o que tu vais fazer agora”. Não. 
Paulinho nunca ouviu de seus eleitores essa cobrança, porque eles sabiam - e só eles sabiam , mais ninguém, que votaram em Paulinho para colocá-lo no serviço público municipal. 
O povo de Bagé, como um ato de afeto, ofereceu ao seu filho vesgo uma segurança financeira por quatro anos. Era um pedido de desculpas, era uma indenização pelo bullying, pela ofensa sofrida. 
Mas, Paulinho não sabia disso. Ou sabia e se fazia de desentendido. Ele gostava de se fazer de desentendido. 
Um dia num bar na rua Monsenhor Costábile, quando era o Bar da Iza, alguém disse que se tratava de uma “brincadeira”, sua eleição era uma “gozação” das pessoas . Ele riu. Não se importou. Não comentou. Não era com ele. 
Na verdade, aquele alguém que disse o que disse para ofender Paulo Figueredo, não sabia nada de nada da alma das pessoas, da dívida imensa que brotava no coração dos bageenses. Não sabia ele que Paulinho Vesgo era filho desta terra, um filho que todos conheceram, homossexual escancarado, com mil trejeitos, alegrias e tristezas, carnaval, futebol e companheiros de trago. 
Aquele homem que tentou ofender Paulinho, revelando que tudo não passava de um trote, não sabia do abraço dos bageenses ao seu filho semianalfabeto, pobre, deficiente visual e homossexual - numa terra de machistas preconceituosos. Não sabia ele que o povo de Bagé pedia perdão oferecendo uma cadeira na mais alta casta social de sua terra, um lugar de autoridade no Poder Legislativo.
Foi feliz o Paulinho Vesgo, feliz nos lugares em que frequentava. 
Feliz com o carnaval da Aliança ou com um gol do Guarany. Feliz nos cabarés e bares de Bagé. Feliz de poder dar opinião em assuntos que não era chamado. Feliz, dentro dessas limitações que a felicidade nos impõe.   

Só para o holofote
Coisa triste é a falta de atenção e vontade de um governante. Em várias ocasiões, eventos interessantes e importantes acontecem na cidade e o prefeito ou o secretário ou o vereador aparecem um pouco para serem vistos e somem. 
Foi assim na Galponeira, domingo, dia 17, no Parque do Gaúcho. Estava na penúltima música, antes da entrega dos prêmios, quando chegou o prefeito Dudu Colombo. Na certa, avisado por algum assessor que "já está na hora de aparecer, prefeito!". Em seguida, ocorreu a solenidade de premiação, entre parabéns e "merecido" aos artistas, aquela sensação de "nem sei que música esse cara cantou".
Assim ocorreu na apresentação do Plano de Desenvolvimento Econômico, no auditório do Museu Dom Diogo de Souza, segunda-feira, 18, o presidente da Câmara Silvio Machado, a vice-presidente Jussara Carpes e o secretário Divaldo Lara não permaneceram até o fim. Foram chamados à mesa para a assinatura dos atos de governo, mas já estavam longe do local.
E isto que a Câmara patrocinou o evento com R$ 60 mil. .
A volta da "escuridão"
A vereadora Jussara Carpes, do PT, disse na Sessão Ordinária da Câmara, segunda-feira, 18, que o Projeto Reluz, aquele da iluminação pública, já está comprometido em Bagé pela falta de reposição de lâmpadas. "A cidade volta a ficar às escuras", disse Jussara. E foi além: "Talvez, o salto para o futuro anunciado na programação dos 200 possa englobar esta questão junto com a melhoria do entorno das escolas, para dar mais segurança aos alunos."

terça-feira, 19 de abril de 2011

Bases para desenvolver
Bagé e a Região da Campanha
Esta fotografia é de autoria de Leko Machado.
Mostra o prefeito Dudu Colombo comentando aspectos do Plano de Desenvolvimento Econômica. Na mesa estão autoridades, como o deputado federal Ronaldo Zulke, PT,
 e o presidente da Câmara de Bagé, Silvio Machado
Foram lançadas as bases do Plano de Desenvolvimento Econômico de Bagé- PDE, trabalho que começou a ser elaborada em julho de 2009. Assim, a Prefeitura, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, apresenta aos bageenses as estratégias, os projetos e ações para o desenvolvimento regional, baseados em três eixos: sistema de produção agropecuária, consolidação de Bagé como cidade-polo e infraestrutura e meios de financiamento e gestão.
Os três eixos são fundamentais e se completam. A seguir, um resumo do conceito de cada um dos eixos. 
1. Fortalecimento do Sistema Agroalimentar 
  Os fóruns de estudos e o grupo de trabalho demonstram a necessidade dos produtores e agentes públicos do setor primário reconhecerem os erros e enfraquecimento do setor. Só assim será possível buscar mecanismos de fortalecimento. Na matriz produtiva atual, de bovinos e ovinos, principalmente, existe uma série de gargalos relacionados à inovação e mercado. Os setores como fruticultura, apicultura, hortigranjeiros e leite tem potencial de crescimento, mas passam por enormes dificuldades. Incluem-se problemas de gestão e necessidade de aumento de produção. 
As possibilidades de fortalecer e diversificar a matriz produtiva irá passar pela capacidade de fomentar a pesquisa para o desenvolvimento local, formar recursos humanos qualificados e oferecer novas tecnologias aos agentes econômicos da cidade.
O plano de desenvolvimento prevê utilizar instituições de ensino superior, o Instituto Federal IFSUL, a Embrapa, Emater e Fepagro. O trabalho de constituir um centro gestor  de pesquisa, integrado ao Governo do Estado, fica sob responsabilidade da Prefeitura. 
Assim, com esses fundamentos, a proposta é tornar Bagé um Centro Regional de Pesquisa, novação e de Qualificação de Recursos Humanos.
Dentro desse primeiro eixo, destacam-se:
- Beneficiar as principais atividades econômicas da economia bageense;
- Potencializar outras atividades econômicas dentro do setor primário, já presentes de forma inicial. 
- Desenvolver a Região da Campanha de forma integrada com a criação da Agência de Desenvolvimento Regional.
2. Bagé Cidade Polo
O município recebe diariamente centenas de pessoas da região em busca de serviços nas áreas da saúde, educação, comércio, justiça, segurança, etc. O problema é a precariedade de dinamismo dos serviços oferecidos. Portanto, é preciso assumir a condição de cidade polo e capacitar os serviços para suprimir a demanda regional. Como disse o consultor do PDE, economista Carlos Águedo Paiva, “não é necessário concorrer com os municípios vizinhos para saber quem está crescendo mais, Bagé é a cidade polo e tem que usufruir do crescimento de Candiota, Hulha, Aceguá, Dom Pedrito...”
Objetivos: - Qualificar o tecido econômico urbano, consolidar-se como cidade turística, cultural e de lazer e articular Bagé com cidades uruguaias e argentinas (fronteiras).
3. Infraestrutura, financiamento e gestão do PDE
Nenhum dos eixos anteriores pode prosperar sem este terceiro, que é a sustentação básica. 
Na infraestrutura, as necessidades são bastante conhecidas e amplamente debatidas, como a mobilidade urbana, estradas municipais em condições, o abastecimento de água, a conclusão do anel rodoviário e a pavimentação de algumas vias troncais.
Outras carências já estão com soluções sendo buscadas, como a abertura de voos comerciais e a ampliação e reestruturação dos serviços ferroviários.
A busca de investimentos passa pela criação da Agência Regional de Desenvolvimento com um banco de projetos e escritório em Brasília.
Porém, segundo os estudos realizados, será decisivo que todas as ações sejam coordenadas pelo governo e a sociedade civil, através da criação efetiva do Forum Permanente de Desenvolvimento.
Portanto, são objetivos específicos:
- Dotar Bagé e a região de infraestrutura e logística capazes de potencializar o desenvolvimento local.
- Estruturar informações sobre instituições financeiras e disponibilizá-las ao setor produtivo, organizar projetos de financiamento, mapear alternativas, planejar e estabelecer escala de prioridades.
Entre os 20 melhores municípios
A equipe de organização do plano acredita que a realização da metas eleve Bagé no ranking dos maiores Produtos Internos Brutos dos municípios do Rio Grande do Sul da atual 290 posição para entre os 20 maiores em duas décadas, na perspectiva de longo prazo. 
Na classificação do Ìndice de Desenvolvimento Socioeconômico, que nos estudos de 2007 colocava Bagé em 340 lugar,  para uma posição entre os 20 primeiros.
Esta página extraiu o texto aqui descrito do livro do Plano de Desenvolvimento Econômico 2011-2031, lançado pela Prefeitura de Bagé, com apoio da EdiUrcamp, Banco Mundial e Câmara de Vereadores de Bagé. 
Não há dúvida que, desde Jorge Reis, em 1911, não era feito um estudo tão amplo e detalhado sobre o município, guardadas as proporções de geografia e densidade populacional.   

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ouvi dizer que o problema do PDT não é filiar mais gente, mas incentivar os já filiados a votar na convenção.
Ouvi dizer que o vereador Divaldo Lara apurou que a Prefeitura de Bagé voltou ao Cadastro de Inadimplentes (Cadin). Deve ser tema de seu pronunciamento na quinta.
Ouvi dizer que o prefeito Dudu Colombo não compareceu à reunião do PT com os vereadores porque não estava em pauta, embora o Executivo estivesse no epicentro da discussão.
Ouvi dizer que a leitura de poema de poetas bageenses por parte dos vereadores na tribuna da Câmara está destruindo obras de arte.
Ouvi dizer que o ex-prefeito Mainardi deve esclarecer essa história de passagem integrada gratuita ou não.
Ouvi dizer que o secretário Eduardo Mendes se queixou porque não foi defendido pelo atual secretário dos Transportes Milton César, na questão da passagem integrada. Calou-se.
Ouvi dizer que o sonho de Gustavo Morais em sua trajetória para a Prefeitura de Bagé é ter Sonia Leite como vice.
Ouvi dizer que a reunião da Mulher Progressista, braço do PP, hoje, terça-feira, 16h30min, na rua Marechal Deodoro, terá como tema principal a elaboração de estratégias de chamamento às mulheres.

sábado, 16 de abril de 2011

Prefeito não foi à reunião
do PT que ia discutir a relação
- Foram duas horas de
discussão em torno do nada
Teia mobilizou bancada
 para nada. PT quer conversar
com um por um dos vereadore
s
A direção executiva do Partido dos Trabalhadores de Bagé se reuniu na noite de ontem, sexta-feira, com os vereadores Téia Pereira, líder do PT na Câmara, Jussara Carpes, Adriana Lara, Edegar Franco e Silvio Machado. Também na reunião, o parlamentar e  presidente do partido Ruben Salazar. Na pauta, as relações conturbadas entre o Executivo e o Legislativo. 
O prefeito Dudu Colombo não compareceu, mas devia. O epicentro desse terremoto que está devastando o PT local é o chefe do Executivo. 
O problema da reunião é que a direção partidária fugiu do seu propósito. Foram duas horas de discussões à toa. De repente, alguém, na figura da secretária municipal de Educação, Janise Colares, decidiu que o partido conversaria individualmente com os vereadores, não mais com todos juntos. A proposta foi à votação e venceu por um voto.
Téia Pereira, indignada, afinal como líder petista no legislativo mobilizou a bancada para comparecer à reunião, fez um discurso firme e contundente, segundo alguns vereadores contaram.  Ela não estava disposta a sair do encontro como se estivesse levando um desaforo para casa. Puxou as orelhas da direção do PT e do executivo. 
Enquanto isso, o prefeito ausente, aguardava o resultado da reunião, que não deu em nada. 
Dudu não compareceu. Ele que
é o epicentro do "terromoto" petista
O Partido dos Trabalhadores não perde a mania do debate oco. 
Segunda-feira na Câmara tem sessões extraordinárias para apreciar projetos da Prefeitura. E o que poderia resultar numa trégua nas relações tensas entre os dois poderes, volta à estaca zero. E pior, os vereadores sairam da sede do PT com a sensação de "uso e abuso", como se não fossem autoridades, como se não tivessem compromissos com a comunidade,como se fossem palhaços. 
A vereadora Adriana Lara definiu a reunião fazendo uma analogia com a Torre de Babel bíblica. Ou seja, uma confusão em que cada um falou uma língua diferente e ninguém se entendeu. 
ENFIM 
UM PLANO


A Prefeitura de Bagé lança segunda-feira, dia 18, às 19h, no Áuditório de Eventos do Museu Dom Diogo de Souza, o Plano de Desenvolvimento Econômico do Município (PDE). As discussões para a elaboração do plano começaram em julho de 2009. No ano passado, foram realizados sete seminários e 88 reuniões setoriais. No total, 231 entidades participam da elaboração do PDE, segundo o Executivo
A secretária de Desenvolvimento, Magda Flores, define que "agora é o segundo momento, com a continuação da reunião de todos os que elaboraram o plano para dar sequencia às ações estabelecidas.”
O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que é vinculado a Presidência da República, Márcio Pochmam, fará a palestra de abertura, denominada “As Perspectivas Atuais do Desenvolvimento Brasileiro”. O prefeito Dudu Colombo fará uma homenagem aos ex-prefeitos de Bagé - também convidados a participar da mesa de abertura do seminário que debateu as diretrizes e a metodologia para o  PDE.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Eduardo Mendes diz que
Edegar Franco e Gustavo
Morais fazem demagogia
Secretário não poupou
nem o antigo chefe, Mainardi
O secretário municipal de Atividades Urbanas, Eduardo Mendes,  considera demagogia o que tem ouvido dos vereadores Edegar Franco, do PT, e Gustavo Morais, do PMDB, em relação à gratuiedade da passagem integrada no transporte coletivo de Bagé. “Eu era o secretário dos Transportes quando assinei a ordem de serviço da passagem integrada”, comentou Eduardo Mendes, citando a página 145 do edital de licitação, que, em resumo, não define a gratuidade do serviço. 

Quinta-feira, 14, na tribuna da Câmara, o vereador Edegar Franco  disse: “Hoje está se completando um ano da ordem de serviço que autorizou a cobrança de 50% do valor”, referindo-se ao preço da passagem quando integrada. Aliás, Edegar deu até uma de matemático de aldeia ao calcular que 500 usuários utilizam esse tipo de passagem por dia, o que totaliza, “a grosso modo”, segundo ele, 15 mil reais por mês e 180 mil por ano. Dinheiro que, na opinião do vereador, a população poderia ter economizado, mas foi para os cofres das empresas de ônibus que atuam em Bagé.
Por sua vez, o vereador Gustavo Morais contou que foi à Promotoria Pública para que seja buscada na Justiça o cancelamento da cobrança de 50% na passagem integrada. 
A vereadora Sonia Leite, do PP, chegou a protestar com um questionamento: “E quem já pagou, como é que fica?”
Diante destes fatos, Eduardo Mendes resolveu sair de sua postura pacífica e partir para o ataque. Lembrou que quando o prefeito Dudu Colombo assumiu em 2009, ele estava indo para a Secretaria de Planejamento, mas foi para a Secretaria dos Transportes “porque o pepino era muito grande”. Ou seja, o novo sistema de transporte coletivo deixado pelo ex-prefeito Mainardi “era uma caos”, não contemplava ônibus para escolas, como o Justino Quintana, para a Rodoviária, Quartel do MEC, entre outras áreas da cidade. 
O secretário questiona:“Se  Mainardi queria a gratuidade porque não escreveu no edital, bem claro?”
E complementa: “Tu não tens ideia de como estava esse sistema, era reclamação em cima de reclamação.” Segundo Eduardo Mendes, quando o sistema começou a ser implantado o governo de então pensou que teria um resultado e teve outro, “bem diferente”. 
Em resumo, a “turma” que instalou o sistema foi incompetente.
Para não perder o humor, o secretário cita uma frase de Jesus Cristo, em tom de brincadeira, mas que pode servir aos vereadores em questão: “Perdoa-os, eles não sabem o que fazem!”

quinta-feira, 14 de abril de 2011

PTs discutem a relação nesta sexta
Jussara é um PT...
Dudu é outro PT
Está marcada para essa sexta-feira, na sede do Partido dos Trabalhadores, a reunião que vai tentar debater a relação tumultuada entre cinco dos seis vereadores do PT na Câmara e o PT que administra a Prefeitura. Este último, liderado por Dudu Colombo.
O único vereador que esteve todo o tempo e continua “de bem” com o Executivo é Ruben Salazar, líder do Governo no Legislativo e presidente do PT. Cabe a ele coordenar a reunião de hoje à noite.
Para alguns, do lado do Executivo, convocar os vereadores pode até ser entendido como um primeiro aviso e uma espécie de frase solta, como “ah, agora eles vão ver!” Não será nada disso e não é preciso se assanhar tanto. A razão habita as casas dos dois lados do muro, assim como pode não estar em nenhuma. A academia filosófica dos petistas vai ter que argumentar sobre verdades relativas e absolutas. 
Daí, não ser possível chegar e ir cobrando: “Vocês não votam com o governo, vocês são contra o PT, querem destruir com o nosso companheiro Dudu Colombo.”
Nada disso. O prefeito também terá que esclarecer ações de governo. Também será cobrado. 
A única coisa definitiva nesse tipo de debate é que ninguém é dono da verdade, por isso o regime democrático é tão saudado.
Mas, na arena do Partido dos Trabalhadores, até a acusação do vereador do PMDB, Gustavo Morais, poderá ir à discussão. Ele disse que o PT cometeu estelionato eleitoral em 2008, e apontou a revista produzida por Luiz Mainardi sobre suas ações de governo. Ali está uma foto do ex-prefeito e do prefeito atual, abraçados, felizes com “tudo certo para a barragem”. E agora parece que não era bem assim.  
Enfim, hoje o PT se encontra com o PT. Os vereadores que não afinam com Dudu Colombo, são: Jussara Carpes, Téia Pereira, Adriana Lara, Edegar Franco e Silvio Machado. Este último ainda não decidiu sobre o convite para assumir o DAEB. Aliás, as novas relações entre Dudu e Silvio não devem alterar os rumos do encontro. Há quem afirm que nada será alterado.  
Mas, como o prefeito anda de discurso repaginado... quem sabe surja algo de novo no front, que não a sombra de Mainardi?
Em tempo: A REUNIÃO SERÁ GRAVADA PARA QUE NÃO FIQUE O DITO PELO NÃO DITO. 
Paulo Brossard está no hospital
O ex-Ministro da Justiça Paulo Brossard de Souza Pinto foi internado no Hospital São Francisco, do Complexo da Santa Casa, em Porto Alegre, nessa quarta-feira pela manhã. Ele estava em casa quando se sentiu mal. Levado para o São Francisco, o médico cardiologista Fernando Lucchese solicitou internamento na UTI. 
Nesta quinta, o ilustre bageense foi para o quarto. . 

“Beba esta água, vereador!”
A vereadora Sonia Leite, do PP, voltou a mostrar a água suja que sai de uma torneira de residência no bairro Pedra Branca. Mas, desta vez ela desafiou os vereadores e servidores da Câmara a beber a água. Primeiro foi o vereador Silvio Machado, do PT: “Beba esta água, vereador!” Ele recusou. Depois, todos recusaram.
A vereadora disse que tem família bebendo aquela água e se mostrou indignada com o que  acontece em Bagé. Considera um descaso com a população a qualidade da água e a cobrança de excesso. 

A parte que nos cabe nesse latifúndio...
Da obra de João Cabral de Mello Neto, Morte e Vida Severina. Música de Chico Buarque, interpretado por Tânia Alves e dirigido por Walter Avancini, na Rede Globo em 1981

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Carta quase aberta
aos Meus Amigos, 
Leitores 
e aos Leitores Amigos
Algumas sequencias de histórias deste blog cessaram. Outras anunciadas, não começaram. É o caso da historieta humorada Silvana no País das Filiações. Parou no primeiro capítulo. A personagem ainda nem havia chegado ao país e menos ainda conheceu o "chapeleiro louco" como deveria conhecê-lo. Também não fez nenhuma filiação e não foi mostrado como ela induz suas vítimas a caírem na tentação de assinar uma ficha partidária. Ah, na história não é partido, é outra coisa. 
Assim, os 200 Anos, prometida como cópia das publicações de sábado do Jornal Folha do Sul, não ocorreu. O problema é que conclui que o melhor é torná-la uma ficção igualmente bem humorada. 
Isto porque é fácil perceber que as coisas que fazem rir atraem mais as pessoas, apesar do pano de fundo ser uma crítica social e política que se torna maior que o humor.
Ah, ia esquecendo. Esse blog solicita aos mal-humorados de plantão, a maioria puxa-saco do stablishment que por ora ocupa o Paço Municipal, que não precisa patrulhar quem segue ou simplesmente lê o que aqui está escrito. Não faça isso, não censure, não patrulhe, não tente controlar mentes, isso é atraso.
E lembre-se de uma coisa: Quem entra na vida pública está sujeito a críticas, sim. Quem entra na vida pública aceita o doce e o amargo. 
Ressalto também que NUNCA SOFRI CENSURA DE PREFEITO, SECRETÁRIOS, DEPUTADOS OU VEREADORES, apenas tentativas vãs e atabalhoada do baixo-clero grudento. 
Aos mal-humorados sugiro que leiam um pouquinho de História da Civilização. 
Estamos todos lá no macro e no microuniverso. 
Publicado na edição desta quarta, 13,
no Jornal Folha do Sul 
- Pílulas Politicas
Silvio balança
Nessa terça, dia 12, Pílulas Politicas informou que o prefeito Dudu Colombo e o presidente da Câmara Silvio Machado conversaram. O texto dizia: “...a página não tem a informação do resultado concreto da conversa, mas sabe que o assunto girou em torno de um acordo de paz.” 
Os dois pertencem ao Partido dos Trabalhadores. 
A queixa do vereador contra a administração de Dudu é contundente, primeiro por se achar desprestigiado com reivindicações não atendidas, como a revitalização da Avenida Espanha; segundo, porque passou a integrar um grupo de opositores dentro do PT na própria Câmara e como presidente do Legislativo age, muitas vezes, como adversário politico do prefeito. 
Ontem pela manhã, a especulação nas rodas de conversa política girava em torno de uma proposta que o chefe do Executivo fez ao presidente do Legislativo. Ou seja, Dudu ofereceu o DAEB para Silvio Machado e, talvez, uma outra secretária que poderia ficar sob seu comando. 

Informações dão conta que o vereador balança entre aceitar ou não aceitar. Afinal, estará sob seu comando a obra mais sonhada de Bagé: a barragem. Isso significa entrar para a história da cidade, e essas coisas fazem o homem público balançar. 
Por outro lado, a autarquia tem verba própria (E como tem!, com tantos hidrômetros espalhados por todas as residências do município). Com verba própria é possível agir sem ficar na dependência de uma liberação via Fazenda. 
Está nas mãos de Silvio Machado a decisão.  
Está no Jornal Minuano 
desta quarta, 13 de abril
Deputado questiona decisão
contra diploma de jornalista
Durante reunião no último sábado, a Sociedade Interamericana de Prensa (SIP) resolveu pedir ao Congresso Brasileiro que não aprove nenhuma das duas propostas que restabelecem a necessidade do diploma em jornalismo para o exercício da profissão.  A entidade argumenta que, em caso de aprovação, as duas Propostas de Emenda Constitucional (no Senado e na Câmara) irão violar a “Convenção Interamericana de Direitos Humanos e os princípios da Declaração de Chapultepec”, carta de princípios da qual o Brasil é signatário e que promove, entre outros temas, a liberdade de expressão como égide de uma sociedade igualitária e justa.
“Toda pessoa tem o direito de buscar e receber informação, expressar opiniões e divulgá-las livremente. Ninguém pode restringir ou negar esses direitos”, diz a SIP em seu pedido formal ao Congresso.
Para o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), no entanto, os argumentos da entidade são completamente infundados, e sob vários aspectos. Autor da PEC 386/09, que versa sobre a volta da demanda do diploma, Pimenta, em entrevista ao Portal Imprensa, desqualificou o posicionamento da SIP sublinhando a composição da mesma, a qual, segundo ele, tem entre as empresas filiadas veículos de comunicação que pertencem a grandes conglomerados de mídia.
“A entidade representa o setor patronal, os donos da mídia”, disse Pimenta. Para ele, estes grupos são os principais interessados na precarização da profissão de jornalista, uma vez que interpretam a notícia como produto e buscam o barateamento da produção. O deputado rechaçou a afirmação de que o diploma representa uma barreira à liberdade de expressão e repudiou o fato de a entidade interpretar o jornalismo como um mero disseminador de opiniões.
“Esse é um argumento totalmente falacioso na medida em que eles tratam o jornalismo como opinião, e reduzem o tema à manifestação da expressão; como se o jornalismo fosse só crônica e comentário”, afirmou. Ainda que a SIP conte com a força das empresas que a compõem, o que, de certa forma, exerce influência sobre o Congresso, o deputado acha improvável que os parlamentares mudem de opinião em relação ao diploma.
“Esse debate tem dois polos: o interesse da sociedade em preservar a  informação que chega ao cidadão mediada por um profissional com formação técnica e humanista; e a visão cada vez mais empresarial que vê a notícia como uma mercadoria”, disse.
Sobre o diploma como último entrave à democratização do direito de expressão, Pimenta desafia a comprovação da tese: “Nesse período sem diploma, aumentou a liberdade de expressão? Diminuiu a concentração da mídia? No que se ampliou a liberdade nesse período? Me dê algum exemplo da divulgação de alguma informação que não era levada à mídia por conta do diploma”, indagou.
Mais uma vez 
- porque nunca será demais - 
a homenagem ao poeta bageense 
Eron Vaz Mattos

terça-feira, 12 de abril de 2011

Anunciação de Dudu e Fico
O anúncio assinado pelo PT, PSB, PCdoB, PV, PR, PRB e PSC, que circulou hoje nos jornais de Bagé com a chamada “Parabéns aos dois anos de governo Dudu e Fico”, está atrasado quatro meses. Além disso, que pareceu mais uma forçada de barra, alguns dirigentes partidários reclamaram da inclusão da sigla no anúncio, pois não houve aprovação do diretório.
“Ora”, dirão os amigos do rei, “é óbvio que a base do governo apoia o governo.”
Taurus e Rosário
Vai ficar "estranho" para a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário,  liderar uma campanha de desarmamento. Quando foi candidata a prefeita de Porto Alegre recebeu 75 mil reais da Taurus, a fabricante de armas.