Para quem chegou até este blog por acaso ou engano:
Aqui se escreve sobre a política e o modo de viver de uma cidade chamada Bagé, localizada no Sul do Rio Grande do Sul, um Estado da República do Brasil, no continente Americano do Sul. Aqui também se ironiza e se cultiva o bom humor, mas principalmente, lembra-se às autoridades que não se legisla ou governa de qualquer jeito, sem responsabilidade ou sem o olhar envolvente de quem está atento às coisas do mundo.

quinta-feira, 21 de junho de 2012



Ouvi dizer que Silvio Machado vai para o DAEB. Confesso que não entendi direito essa história, mas o comentário é forte. E a fumaceira é grande.


Ouvi dizer também que Kiwal Parera sai do DAEB para coordenar a campanha eleitoral de Dudu Colombo à reeleição. 


Ouvi dizer ainda que o prefeito não está mais preocupado com a vaga de presidente da Câmara, pois se Silvio Machado for para o Daeb quem assume o Legislativo é a vereadora Jussara Carpes. A não preocupação se deve à ampla maioria do governo em possíveis votações de interesse do prefeito e que podem causar derrota. Acho tudo isso muito estranho. 


Ouvi dizer que a divisão do PMDB é grande entre Dudu Colombo e Adriana Lara. 


Ouvi dizer que embora o prefeito diga que está sendo debatido se Fico continuará como vice, a dobradinha está praticamente certa. É preciso deixar um sopro de esperança, um hallo de ilusão nos Ricardos Cougos e Gustavos Morais da vida.


Ouvi do próprio Dudu Colombo que a união com o PMDB será arrastada até a próxima semana. Ou seja, até o último momento. Isso significa não dar outra possibilidade a Gustavo Morais se não lançar candidatura própria, como uma espécie de serviçal do PT. Pelo menos, é o que quer Dudu. 


segunda-feira, 18 de junho de 2012


PROJETOS QUE CRIAM CARGOS 
CONTINUAM PARADOS


A “leva” de cinco sessões extraordinárias, convocadas pelo Legislativo por ordem do Executivo, não teve nenhum projeto votado nessa segunda-feira, 17. 
Todos os projetos ficaram em vistas - das comissões e da vereadora Sonia Leite. Antes já haviam pedido vistas Jussara Carpes e Divaldo Lara. 
A explicação da oposição para os trancamentos é simples: A Prefeitura quer contratar gente na véspera de uma campanha eleitoral. 
Os quatro projetos que não foram à votação, são: 
Projeto de Lei 030/12 - Altera parcialmente a Estrutura Administrativa do Município de Bagé, nos Cargos Permanentes da Secretaria Municipal de Coordenação e Planejamento, da Secretaria Municipal de Atividades Urbanas e da Secretaria Municipal de Habitação.
Projeto de Lei 033/12 – Altera parcialmente o Art. 49 da Lei Municipal nº. 3375/1997, acrescentando novas vagas nos Cargos Permanentes. A Lei se refere à Secretaria de Saúde.  
Projeto de Lei: 034/12 – Altera Parcialmente o Art. 49 da Lei Municipal nº.3375/1997, criando novos cargos e suas respectivas vagas.
Projeto de Lei: 053/12 - Autoriza o Poder Executivo a contratar profissionais para o Programa Nacional de Inclusão de Jovens – Projovem Urbano.

domingo, 17 de junho de 2012

POR QUE RIEM OS POLÍTICOS?

Na semana passada, quando não teve sessão na Câmara de Vereadores por falta de quórum, o governo municipal, através do presidente da Câmara e do prefeito, convidou os parlamentares que estavam no plenário - à espera da sessão que não houve - para visitar as obras da barragem. Na verdade tudo não passava de uma encenação para permitir a inserção do marketing da barragem na TV Câmara e outras mídias. 
Com exceção de Sonia Leite, os presentes concordaram em ir. Sonia disse que não ia participar dessa encenação e enviou nota à imprensa com o seguinte teor:
Sonia Leite recusa visita para inglês ver 
A vereadora Sonia Leite recusou o convite de acompanhar excursão proposta pelo presidente às obras da barragem afirmando não participar da visita, que entende ser para inglês ver. O convite surgiu após o cancelamento da sessão ordinária por falta de quorum. “Uma das prerrogativas do vereador é a fiscalização, mas não vejo como uma inspeção poderá ser eficaz sendo pré planejado pelo governo.”

Na foto acima, é possível verificar Gustavo Morais, do PMDB, em véspera de dizer sim ao prefeito Dudu Colombo e integrar a coligação que pretende levar o PT à quarta eleição como mandante do velho e conhecido Passo Municipal.

Agora, vamos ao riso. Ou melhor, aos gargalhares. 
De que será? 
Por que riem os queridos políticos bageenses? 
Não quis perguntar a nenhum deles. 
Não perguntei porque prefiro o exercício  da adivinhação.

Por que riem os políticos?
a. É divertido visitar obras de R$ 50 milhões.
b. Kiwal contou o segredo de como consegue permanecer em tantos governos. 
c. Gustavo Morais confessou que o PMDB  brinca de leilão com Dudu e Adriana.
d. Dudu confessou que está jogando com o PMDB até deixar Gustavo encurralado.
e. Salazar conseguiu mais um emprego.
f.  Paulinho Parera mostrou o diploma. Ele já se formou no cursinho do pai sobre como permanecer em tantos governos.
g. Dudu anunciou que a barragem terá mais um aditivo e passará de 50
milhões.
h. Todas as respostas estão corretas.
i. Alguém teve a brilhante ideia de inaugurar a obra este ano, mas todos pensarão que é a própria barragem. 
i. Quase todas as respostas estão corretas, menos a B e a F.  

A foto acima é de autoria do fotógrafo Cristiano Lameira. Mas, ela está editada, com cortes laterais. 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

De mandatos, posses e pesquisas



Na tarde desta quinta-feira, dia 14 de junho, o Tribunal Regional Eleitoral, por unanimidade, deu ganho de causa ao PT de Bagé, fazendo com que Adriana Lara e Edegar Franco perdessem os seus mandatos na Câmara de Vereadores por infidelidade partidária. Ou seja, saíram do PT e ingressaram no PTB e no PR, respectivamente. 
Sobre o resultado, Adriana disse que já havia se preparado e que se sente forte para prosseguir em sua caminhada. Ela é pré candidata a prefeita de Bagé. 
Por sua vez, Edegar Franco declarou que se ele não fosse amigo de Mainardi (ligado afetiva e politicamente), o PT teria retirado o processo para cassar o mandato. 
As palavras de Edegar talvez tenham saído em um momento de forte emoção e irritação pelo que ocorreu. No entanto, isso não saiu sem que uma conversa anterior tivesse se realizado, entre ele e o amigo. 
Segundo a sentença judicial, quem deve assumir as cadeiras na Câmara são os suplentes do Partido dos Trabalhadores, ou seja - Téia Pereira e Carmem Vargas. O advogado Valdir Gomes me explicou que a decisão remete aos suplentes petistas e não à coligação proporcional realizada em 2008 que juntou PT e PRB, o partido de Ivan Casarteli, atual secretário de Desenvolvimento Rural.
Na tarde de sexta, 15 de junho, correu pela cidade a notícia que o presidente da Câmara, Silvio Machado, convocou Ivan para comparecer ao Legislativo na segunda-feira. 
A informação é que o secretário cumpriria apenas um ato formal de anunciar sua impossibilidade de assumir a vaga porque está no Executivo. Mas, o debate não é esse. Há uma sentença se referindo aos suplentes do PT, não da coligação.
Carmen Vargas não está gostando nada dessa situação, pois ela não assumiria se Ivan voltasse. Aliás, recorrerá ao Tribunal Eleitoral se Silvio Machado fizer o que se comenta. 
O presidente do legislativo ligou para Carminha. Disse que houve um engano. 
Mas, há de se tomar cuidado. 
A vereadora Carmen pensa com sua cabeça, não rasteja para governo nenhum, é um estilo próprio. Eis o problema que pode estar no horizonte.
Agora, - e se Ivan já foi na Secretaria de Administração para assinar sua saída do governo crente que agora é vereador titular? E aí? Não poderá voltar ao cargo. Não sem um prazo de seis meses (parece que esse é o tempo, ou algo próximo).
Téia está tranquila, mas Carminha não. 
Ela conhece os labirintos da política. E sabe que são perigosos.
Segunda-feira tudo se esclarecerá e poderá não passar de simples engano. 


O Jornal Minuano publicou a pesquisa do Instituto Methodus que dá vantagem ao prefeito Dudu na corrida eleitoral contra Adriana Lara. Na induzida ele está com 49% e Adriana com 34%. 
Os petistas que criticaram e disseram se tratar de "encomenda paga" quando saiu a pesquisa de dezembro, dando vantagem para Adriana, agora estão comemorando o resultado. Já não é mais "encomenda paga". 


Em análise fria, o resultado da pesquisa tem tudo para estar certo, afinal o prefeito está todos os dias na mídia, investe pesado, e o aparelhamento está bem articulado. O diretor do DAEB, por exemplo, já tem até uma "rocha" para idealizar a inauguração da ROCHA FUNDAMENTAL DA BARRAGEM, mesmo ainda sem barragem.
Depois da CASA AZUL e do MIRANTE, apareceu a ROCHA FUNDAMENTAL.
A pesquisa não está errada, a campanha propriamente dita não começou e os candidatos com suas chapas ainda não estão postos.



quinta-feira, 14 de junho de 2012


Um outro PT é possível
 Com a saída de Adriana Lara, Jussara
Carpes e Edegar Franco do PT; com Silvio
Machado fora da disputa e a possibilidade
de Ruben Salazar não concorrer, por opção,
o Partido dos Trabalhadores, em cálculo
superficial, considerando o pleito de
2008, perde 12.807 votos.
A base do cálculo é a seguinte:
Adriana Lara fez 4.085 votos;
Ruben Salazar fez 3.424 votos;
Jussara Carpes fez 2.386 votos;
Silvio Machado fez 1.477 votos;
Edegar Franco fez 1.435 votos.
Por mais que o PT tente inflar sua 
nominata de candidatos, será difícil
chegar a número tão expressivo. 
Os apadrinhados por Silvio e Salazar,
por mais esforço que seja feito, com muita dificuldade chegarão próximos
aos números de seus mestres.
Sendo assim, o PT terá de apostar - e muito - 
no potencial de Paulinho
Parera e Omar Ghani. Vale lembrar que este último contou com o apoio do prefeito Dudu, que não deverá repetir o empenho.
Existem as apostas, como Janise Colares e Ivan Lima. Aliás, o médico dependerá 
de suas complicações jurídicas.

segunda-feira, 11 de junho de 2012


MAINARDI MUNDO A FORA
Na foto, em Israel

A previsão de que no período eleitoral o secretário de Agricultura do Estado, Luiz Fernando Mainardi, viajará para conhecer as evoluções do agronegócio no mundo foi feita em Pílulas Políticas. Está registrado em mais de uma edição do JORNAL FOLHA DO SUL.
O motivo para que assim proceda é simples:  Se o PT estadual insiste que ele tem que subir no palanque com Dudu Colombo, candidato à reeleição, e ele não se sente confortável para tal devido as tantas contrariedades com o jeito Dudu de governar, o melhor é “melhorar” sua gestão na Agricultura - de forma efetiva. Ora, se o prefeito não precisou do ex-prefeito para governar não deve precisar para buscar a reeleição. Simples. 
Por mais que setores do PT, Dudu e aspones da hora não gostem desta constatação, ela é real. Pergunta-se: Para que Mainardi vai querer ajudar a reeleger um governo que não permitiu que ele “apitasse” ou se quer pegasse o apito?
Sendo assim, nada como conhecer a evolução tecnológica do campo que proporcionam países como Israel, Holanda, Inglaterra, Austrália, Estados Unidos, Canadá...
Na edição de Zero Hora, de sábado, 2 de junho de 2012, a jornalista Rosane Oliveira deu a notícia, que um dia foi apenas uma previsão: “Depois de analisar o sistema de irrigação de Tel Aviv, Israel, Mainardi já definiu seu próximo roteiro internacional. Em julho lidera comitiva que conhecerá a produção de leite e os mecanismos da  rastreabilidade bovina da Austrália e da Nova Zelândia. Entre setembro e outubro fará novas viagens, uma delas para a Holanda, onde verificará as tecnologias da cadeia produtiva do leite.”
A pergunta que fica: 
- Mainardi já estava com os planos na agenda antes de Pílulas anunciar ou leu Pílulas e depois planejou a agenda?
Goede reis!*
(*Boa viagem, em holandês)

quinta-feira, 7 de junho de 2012




Sobre  político lacaio 
e imprensa 


Tem um poema famoso do alemão Bertolt Brecht que se refere ao “analfabeto político” - aquele que estufa o peito e se orgulha de dizer que odeia política, mas não sabe ser ele o culpado por existir o pior de todos os bandidos que é o político corrupto, vigarista e lacaio.


Pois bem, quase nada mudou dos anos 30, quando o poema foi escrito, para os dias de hoje. E não é preciso ir à Alemanha, Rússia ou Brasília...
O vigarista e lacaio continua por aí e por aqui, mais próximo do que a gente imagina, mais ao nosso lado que pode detectar nosso vão conhecimento da vida cotidiana.
Mas, não é impossível percebê-lo. Pois tem duas caras, uma que se manifesta na multidão de eleitores, fingindo gentileza, e outra no recôntido das ações canhestras e espúrias dos gabinetes, onde bate à mesa e chuta palavras stalinistas aos quatro ventos.
Ah, o político vigarista e lacaio, abomináveL no Legislativo e no Executivo. Na Câmara de Vereadores e na Prefeitura.
E ele - que não aguenta críticas, mas não se manifesta no contraponto frontal, pois é sempre traiçoeiro, canhestro e baixo - é um lacaio. 
Então, sua obsessão passa a ser calar os críticos, assassinando a liberdade de expressão, a imprensa livre, o pensamento criativo, que move desenvolvimentos verdadeiros e sustentáveis como uma barreira a políticos como eles.
O vigarista e lacaio da política se infiltra na imprensa para poder calar quem pensa por si e fazê-lo pensar o seu pensamento vil.
Ainda por cima, depois de todas suas falcatruas ditatoriais, veremos esse vigarista maldizer os “governos de excessão do período militar”, vilipendiando-os como os criadores do pior momento da política brasileira. Mas, eles, são miniaturas de tais ditadores que acusam de “maiores maus”. E assim permanece, criticando e agindo como se fosse o arautos da democracia, da livre manifestação, da liberdade constitucional, sem aceitar que olhem seus defeitos, suas ações imperiais, suas mentiras, sua fábrica de monstros! Sim, pois um povo forçado a pensar o pensamento único, não passará de um monstro enjaulado, perdido, sem eira nem beira...  sem iniciativa.
Ah, o político vigarista e lacaio! Seu estadismo não passa da esquina de sua casa. Faz favores pueris, envaidece-se com os elogios de sua sala ou de sua caverna, onde estão os outros lacaios de sua predileção.
Ah, o político varejo! 
Tomara não fosse necessário escrever tal protesto com o objetivo de alertar a sociedade; tomara não fosse necessário avisar o leitor que este político existe, vive em Bagé e ronda pelas ruas como um zumbi risonho à espreita de teu voto, com o que se alimenta para ser mais canestro ainda, mais vigarista e lacaio!
Imprensa de minha terra, digam a verdade, vivam da verdade e sustentem a verdade - não a verdade inventada, mas a verdade verdadeira, pois esta pode viabilizar o desenvolvimento humano de uma cidade. 
É preciso parar o modelo que se instala em Bagé, onde só o “boletim oficial” vale e interessa, onde a mentira descarada sobrepõe-se a verdade, onde o dinheiro cala a imprensa. 
Uma cidade com a imprensa amordaçada está fadada ao desenvolvimento fútil, oco, lacaio! 
Gladimir Aguzzi (publicado pela primeira vez no jornal FOLHA DO SUL/Bagé - Maio/2012)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012


VETO TOTAL
O prefeito Luis Eduardo Colombo vetou as emendas
da Câmara de Vereadores ao Orçamento Municipal
de 2012. Veto total. As emendas, que somam 19,
foram de autoria de Adriana Lara, Jussara Carpes e
Silvio Machado, todos integrantes de um mesmo
grupo político opositor ao governo municipal. 
Não é necessário ser um expert em política
bageense para entender que se trata de um ato político.
O prefeito está em seu direito, que é o de vetar.
No entanto, houve diálogo dos vereadores com
entidades e instituições de Bagé para chegar à conclusão
que determinadas emendas são necessárias.
Algumas argumentações do Executivo para os vetos
beiram ao deboche, como aquele que diz que o
recurso indicado para a construção de uma ponte é
insuficiente. Ora, isso é uma questão de diálogo. E
quando se fala em diálogo, não se trata de algo pessoal,
mas institucional.
O prefeito, os secretários municipais e os vereadores
são representantes institucionais, não são indivíduos
em disputa pelo poder nas eleições que se
aproximam. Isso é outra história. O duelo tem data
marcada e campos definidos.
Este comentário não pretende ser um ensaio de
ingenuidade política, mas um alerta à racionalidade,
é preciso saber separar o joio do trigo. O ensinamento
bíblico é sábio, inclusive para o atual momento político
vivenciado pelas duas facções políticas, uma
que se abriga na Prefeitura e outra na Câmara.
Vetar emendas ao Orçamento porque provém de
um grupo que pretende conquistar a Prefeitura em
2012 não é justificativa racional.
E se as mesmas emendas brotassem dos gabinetes
de Paulinho Parera, Omar Ghani e Ruben Salazar,
como seriam tratadas?
Não é permitido aos governantes determinados
comportamentos. A máxima de que “aos amigos as
benesses da lei e aos inimigos seus rigores”, trata-se
de uma canalhice sem tamanho. Portanto, não deve
ser levada à prática.
Ou, quebra-se o Estado de Direito.
Em resumo, mais uma vez faltou ao governo habilidade
politica.
Afinal, não é possível que um prefeito que reabriu
o diálogo com entidades como a Associação/Sindicato
Rural, Sindilojas e politicos de todas os partidos no
início de seu governo, retroceda em suas atitudes
quando seu mandato chega na reta final.
Este comentário não atesta que todas as emendas
deveriam ser liberadas. Não. Critica, isto sim, a falta de
diálogo e o desinteresse em buscar essa conversação
de forma racional.
Ora, o grupo da Câmara - Silvio, Jussara, Adriana e
Divaldo Lara (este último não tem seu nome nas emendas,
mas deu ideias) não podem ter errado em todas as
emendas. O Fundo Municipal de Cultura, por exemplo,
precisa de dinheiro, assim como as casas sociais
de auxílio a pessoas carentes e mulheres vítimas de
violência. A Prefeitura alega que já faz sua parte. E
pronto. Sem diálogo.
Não há santos nessa história, de um lado e outro,
mas não é possível que a política de Bagé seja
satanizada dessa forma.
Passa o tempo, passam os governantes e a política
continua sendo, apenas, uma alegoria gramatical para
exemplificar o que é a arte do bem comum.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011


Inclusão digital
Foto de Léko Machado
A Prefeitura de Bagé, através da Secretaria de Educação, está qualificando e modernizando o ensino das crianças da rede pública municipal. De 2009, até o segundo semestre de 2011, já foram inaugurados 28 laboratórios, e implantado na Escola Municipal de Educação Infantil Reny da Rosa Collares o Programa Um Computador por Aluno (UCA).
A rede municipal de ensino conta com um total de 13.376 alunos divididos entre Educação Infantil (EMEIs) e Ensino Fundamental (EMEFs), onde 10.695 alunos já usufruem dos laboratórios de informática. O objetivo da implantação de novas tecnologias nas escolas é oportunizar o contato com a informática e a internet, dinamizando a maneira de ensino e aprendizagem dos alunos.
Eis uma boa atitude, que deve ser apoiada.

Ficha limpa de Bagé
O vereador Divaldo Lara, do PTB, protocolou na Câmara o Projeto de Lei da Ficha Limpa Municipal.
Nos moldes da lei nacional, Divaldo quer proibir o ingresso, em cargos em comissão nos orgãos públicos de Bagé, de quem estiver condenação na Justiça, de qualquer processo criminal transitado e julgado. Ou seja, quem está com a ficha suja não poderá ser CC na Câmara, na Prefeitura e no DAEB.
O Projeto de Lei ainda passará pelos trâmites legais até a aprovação, ou não. “A intenção é limpar a administração pública e este é um passo importante”, declarou o vereador.


Carta do PDT
O PDT de Bagé enviou carta à vereadora Adriana Lara dizendo que só voltará a conversar sobre coligação para as eleições 2012 se o PTB decidir apoiar a proposta de 17 vereadores na Câmara para a próxima legislatura. O partido realizou uma reunião na segunda-feira, 21, para deliberar sobre o tema, que incomoda a maioria dos pedetistas.
Porém, terça-feira, 22, à tarde, Adriana conversou com o presidente do PTB, Volmir Silveira, que reuniu a Executiva trabalhista. Em seguida, a vereadora entregou a resposta ao presidente do PDT, Nenê Fara, comunicando que não havia mais tal barreira, pois o PTB deliberará a favor da maior representatividade na Câmara. O que significa 17 vereadores a partir das eleições de 2012.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Jô Soares desabafa contra a Globo - Troféu Imprensa 87

Ouvi dizer que o vereador Gustavo Morais, do PMDB, faz o máximo e o impossível para se manter calmo nas sessões da Câmara, mas está difícil. 

Ouvi dizer que a vereadora Jussara Carpes, do PSD (qual partido?), apontou seu verbo para as diárias do Executivo. E começou citando Omar Ghani, Paulinho Parera e Silvana Caetano, a esposa do prefeito, que fez viagens a Brasília para tratar uma afilhada no Hospital Sara Kubischek com dinheiro do município. A vereadora teria dito que não é contra o tratamento para quem precisa, é contra o privilégio. 

Ouvi dizer que a primeira reunião oficial da CPI dos 200 anos acontece na próxima quarta-feira, dia 23, às 8h da manhã.  Quem convocou foi Jussara Carpes, a presidente. Os outros membros são Omar Ghani e Gustavo Morais, que, ninguém é insano de duvidar, podem dar  um "pelezinho" na Jussara e não comparecerem. Afinal, o prefeito não quer essa CPI. Tanto que ficou uma fera quando soube que uma faixa pedindo a Comissão Parlamentar invadiu uma das passeatas contra a corrupção. 
Ouvi dizer que quatro secretários municipais já se candidataram para ir na Câmara falar de suas realizações. É o efeito TV CÂMARA, uma audiência que incomoda o governo municipal. 

Ouvi dizer que o provedor Luiz Alberto Vargas teve uma reunião de sair lasca com o prefeito Dudu. Ontem foi protocolocado no Legislativo uma emenda ao Orçamento, prevendo R$ 100 mil reais para o Pronto Socorro. Certa vez, Vargas disse que não aguentava mais a falta de condições do Pronto Socorro.

Ouvi dizer que o sindicalista da saúde, Nelson de Lima Gonçalves, o homem que atirou direto contra o vereador Ruben Salazar, pedindo sua cassação por absoluta falta de condições para ser vereador, devido aos seus dez vínculos empregatícios, denúncia do próprio Nélson, não vai desistir de ocupar a Tribuna Democrática da Câmara, sempre às segundas, com dez minutos para se manifestar. Segunda-feira, 21 de novembro, o vereador Gustavo protestou ao que classificou como atitude de vereador de Nélson, que foi para a tribuna responder suas palavras na sessão de quinta passada.  

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

À cassa de Salazar
Nesta quinta-feira, dia 17, a Câmara de Bagé aprovou (por cochilo e unanimidade) a instalação de uma Comissão Processante para cassar o mandato do vereador Ruben Salazar, do PT. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Comunitária, Nélson de Lima Gonçalves, elaborou o documento de denúncia e enviou para a Câmara. Ele alega que Salazar tem dez empregos e seu horário é incompatível com a vereança, "o que significa que ganha sem trabalhar", resume a denúncia.
Apesar dos gritos de Gustavo Morais e Paulinho Parera, um do PMDB e o outro do PT, de que estava sendo rasgado o Regimento Interno, o presidente Silvio Machado, PTB, explicou que está embasado no Decreto Lei 201, de fevereiro de 1967, nas atribuições dos legislativos municipais para cassar prefeitos e vereadores. Pelo decreto, a Câmara está correta em fazer a leitura da denúncia e colocar em votação na mesma sessão.
Mais uma vez, houve uma debandada de vereadores do plenário: PT, PMDB e PP. 
Ruben Salazar não compareceu à sessão na manhã de ontem. À tarde, seu advogado disse que ele está em tratamento de saúde, mas que não tem dez vínculos empregatício e sua defesa está sendo formulada. Porém, o vereador ainda não havia recebido nenhum comunicado da instalação da comissão processante. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011


SILVIO MACHADO 
DE VOLTA À PRESIDÊNCIA

O problema maior era a instabilidade que reinava no Legislativo de Bagé. Na semana passada, uma liminar impetrada pelo advogado Mateus Morais, a pedido dos vereadores Gustavo Morais, Omar Ghani, Paulinho Parera e Ruben Salazar, e concedida pelo juiz Roberto Coutinho Borba afastou Silvio Machado da presidência da Câmara.
A alegação que motivou a liminar está baseada no fato do vereador-presidente ter saído do Partido dos Trabalhadores e ingressado no Partido Trabalhista Brasileiro. A acusação paira no seguinte: Tendo sido eleito por indicação de um partido, ao sair deste, deve sair, também, do cargo a que foi conduzido. 
No entanto, a defesa de Silvio Machado, realizada pelo advogado procurador jurídico da Câmara, Eduardo Deibler, alegava que a Presidência não é uma indicação partidária, mas da maioria dos vereadores, independente da sigla em que estejam. Na mesma linha, afirmação do próprio Silvio de que se fosse pelo partido, o eleito seria outro, já que o PT não queria saber de seu nome como presidente. 
Assim, ainda com essa tese de defesa, foi-se ao desembargador de plantão do Tribunal de Justiça do RS Genaro Baroni Borges para suspender a liminar, o que logrou êxito. Silvio Machado volta a ser o presidente da Câmara de Bagé a partir de hoje. 
Quanto a instabilidade, que abre este texto, está no clima de tensão que invadiu o legislativo na semana passada. Pois, se Gustavo Morais (ou outro) fosse eleito presidente, tomasse as rédeas da casa, implantasse seu modo de gestão, mas a liminar fosse suspensa, como acabou acontecendo, tudo voltaria a ser como é hoje, decisões deveriam ser revogadas, entre outras ações. 
Porém, e aí é que está o interessante de tudo isso, Silvio Machado, Eduardo Deibler, Jussara Carpes, Adriana Lara, Divaldo Lara e Téia Pereira (e mais alguém nesse rol) já sabiam da decisão judicial desde as 21h30min de sexta-feira, dia 11 de novembro. 
- Por que esse tempo todo de silêncio?
Perguntou esta coluna política ao vereador-presidente.
- Precisávamos saber até onde iriam com essa armação toda em torno do poder, de querer a presidência da Câmara, revela Silvio.
Sobre a a ação suspensiva da liminar, o vereador Gustavo Morais declarou o seguinte:
- O jogo está um a um agora. Será julgado o agravo, antes do mérito, o que deve ocorrer nos próximos seis ou sete dias. 
Agravo é um recurso cabível contra a decisão de um juiz ou membro de tribunal.
Segundo Gustavo, há um clima “pesado” na Câmara. 
- Não podemos aceitar a Mesa Diretora nessa bagunça que está, acusa.
Porém, Silvio Machado está considerando a decisão do desembargador Borges como algo definitivo até o julgamento do mérito, o que pode demorar. E se declara magoado com tudo o que está acontecendo no Legislativo.
- Poderíamos estar tratando de assuntos de interesse da comunidade, analisando projetos, fiscalizando o Executivo, mas emperramos nisso. 
E arrematou: 
- O Gustavo é visto em expediente na Câmara pela manhã e à tarde no Ministério Público, acusando ou se defendendo.
O presidente, que volta ao cargo, revela que agirá de forma diferente na Câmara.
Resta saber que diferente será o novo Silvio Machado que vem por aí.
JUSSARA X DUDU
Está previsto para janeiro, a renúncia do presidente para que Jussara Carpes assuma o comando da Câmara. A Lei prevê a possibilidade de renúncia com a assunção do vice após um ano de gestão. 
Eis o que forçará a corrida dos vereadores que tentaram tirar Silvio Machado da presidência na busca do mesmo objetivo. A ideia maior é impedir a chega de Jussara ao poder. 
O prefeito Dudu Colombo não quer saber da ex-petista no cargo maior do legislativo bageense. Dudu e Jussara se conhecem muito bem, e do PT.     

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O Ministério da Saúde adverte
                    MENTIR DEMAIS PODE 
               CAUSAR CÂNCER NA LARINGE !!!

É GUERRA!!!
A Mesa Diretora da Câmara de Vereadores e, por consequência, a Procuradoria Jurídica da casa, recebeu o despacho em consulta de 10 grau do Poder Judiciário do RS, através do juiz de Direito Roberto Coutinho Borba, no dia 9 de novembro de 2011, segundo informou o vereador Silvio Machado. O despacho concede liminar para o Mandado de Segurança impetrado pelos vereadores Gustavo Morais, do PMDB, Omar Ghani, Paulinho Parera e Ruben Salazar, do PT, determinando o imediato afastamento do presidente da Câmara, Silvio Machado.
Na manhã de quinta, 10, muito cedo, Jussara Carpes chegou no Legislativo como presidente, reuniu-se com o procurador Eduardo Deibler, e decidiu convocar eleição, na sessão que se iniciava às 10h15min, para escolher o novo presidente da Câmara. Vale ressaltar aqui que a eleição deveria ser só para presidente, único cargo vago, e não para vice e secretário, que estão preenchidos por Jussara e Divaldo Lara, respectivamente.
No entanto, a estratégia de realizar a eleição ontem mesmo surpreendeu os vereadores do PT, PMDB e do PP. Gustavo Morais parecia ser o mais surpreso e bradou que queria o cumprimento do Regimento Interno do Legislativo. Segundo ele, a lei diz que a presidente em exercício deve convocar eleição para a sessão subsequente. Ou seja, não poderia ser na manhã de quinta. Sendo assim, após uma reunião entre os vereadores, de 20 minutos, sem acordo, Gustavo Morais, Paulinho Parera, Sonia Leite e Omar Ghani resolveram abandonar a sessão com a finalidade de não dar quorum para a votação pretendida. E tiveram êxito. Porém, não evitaram os protestos da tribuna de Jussara, PSD, Adriana Lara e Divaldo, PTB, além de Téia Pereira, a única petista que não acompanhou o grupo de seu partido. Téia chegou a afirmar que votaria em Jussara para presidente.
Segundo a vereadora no comando da sessão, não há no regimento artigo que sustente a tese de Gustavo Morais e defendeu obedecer a determinação judicial, convocando a eleição na sessão subsequente à ciência da Liminar. “Ou seja, hoje”, argumentou Jussara.
Momentos antes da fala da vereadora, Gustavo batera o pé dizendo que a convocação deveria chamar a escolha para a sessão seguinte. “É isso que diz o regimento”, argumentou.
Sem acordo e sem quórum para o voto, a sessão continuou com as manifestações de tribuna. E Jussara aproveitou para cobrar coerência de Sonia Leite, ironizando: “Não adianta dizer que se arrepia só de ouvir falar no PT, que tem horror do PT, mas aqui está junto com o PT, saindo da sessão junto com o PT.” Em seguida, ela assinalou que o vereador Paulinho Parera falou na frente da Câmara que “havia negociata nesta casa” e “parece que há mesmo ao observar o movimento dos vereadores que abandonaram a sessão”.
Adriana Lara, Téia Pereira e Divaldo foram pelo mesmo caminho, criticando quem se retirou e elogiando a atitude de Jussara Carpes. “Eles queriam tirar a direção da Câmara para ter nova eleição, pois vamos para a eleição”, chamou a presidente, já sem quorum.
No entanto, a previsão de uma nova eleição para a próxima quinta-feira, dia 16 (segunda é feriado na Câmara), poderá ficar na previsão. Segundo Silvio Machado, a Justiça até o momento só conheceu os argumentos de uma das partes. “Agora já tem a nossa defesa e acredito que será revertida a situação”, declarou otimista. Porém, Silvio demonstrou tristeza com os procedimentos de Gustavo Morais. “Fiquei do lado dele na CPI e por meu voto ele não foi cassado por uma Comissão Processante em janeiro de 2010”, lembrou o presidente afastado.
Sobre o assunto, o vereador do PMDB já se manifestou dizendo que não se trata de algo pessoal, mas defende o cumprimento da lei. Para Gustavo, a Liminar ilustra bem o que ele vem dizendo desde o início de setembro, que no momento em que Silvio Machado deixou o PT não poderia mais ser presidente da Câmara. “Ele deveria ter se afastado e evitaria tudo isso”, declarou o peemedebista.

 OPINIÃO
Depois do relato dos fatos, esta coluna se reserva ao direito de uma análise, quase objetiva, devido aos comentários ouvidos durante a sesão da manhã de ontem.
O alvo é Jussara Carpes.
A presidência de Silvio Machado termina em pouco mais de um mês. O recesso da Câmara começa em 23 de dezembro.
O governo de Dudu não admite Jussara na presidência do Legislativo a partir de janeiro, ano de eleição.
E a tentativa de alcançar o objetivo é tão fremente e nervosa, que, ontem, os vereadores citados, que se retiraram do plenário, não sabiam que a eleição era apenas para a presidência. Só o cargo de Silvio Machado ficaria vago. Acordos estavam sendo feitos para presidente, vice e secretário.    .
Não é a razão de um ou outro lado que aqui se defende, mas a forma como está sendo conduzido o trabalho legislativo. O prefeito não quer Jussara no comando da Câmara. Não importa que a atual mesa diretora tenha sido eleita para conduzir os trabalhos até dezembro de 2012. A batalha política permite buscar, pela via política, inverter o poder, mas não perdendo a ternura, correndo para o irracional, buscando o poder pelo poder.
A velha frase política corrige todos os argumentos travestidos de novos: aos amigos, as benesses da lei; aos inimigos, os rigores da lei.
O problema disso tudo, é que o caminho pode ser tortuoso, com  consequências terríveis.
Assim como Gustavo Morais quer Silvio Machado fora do comando da Câmara antes de janeiro, para ter nova eleição, e interceder na presidência, ao ponto de esquecer a incompetência das obras do DAEB, que tanto alardeou; Jussara Carpes não bradaria por eleição na manhã de ontem se  Salazar e Cláudia Souza estivessem em Bagé, pois perderia. É uma guerra declarada. E tem arma nova por aí, muito quente.  

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Justiça concede liminar para retirar
Silvio Machado da Presidência da Câmara
A decisão foi tomada na tarde de terça-feira, dia 8, em Bagé, pelo juiz Roberto Coutinho Borba e ainda não teve a defesa de Silvio Machado. Aliás, segundo informação da procuradoria jurídica da Câmara, ainda não havia dada a ciência ao vereador até o final do dia de ontem, 9 de novembro, quarta-feira.
Segundo o advogado Eduardo Deibler, determinar que o vice-presidente assuma e convoque eleições na sessão seguinte, significa que a liminar pode ser cassada nesse meio tempo e a eleição para a nova direção do legislativo seja suspensa. Por outro lado, o procurador não vê com bons olhos a instabilidade que pode ser criada na Câmara.
Nesta quinta-feira, 10, a sessão deverá ser presidida por Divaldo Lara, do PTB, primeiro secretário da casa, tendo em vista que Jussara Carpes está em tratamento de saúde na capital e Silvio, até ontem, não se encontrava em Bagé.
Para o vereador Gustavo Morais, que junto a Paulinho Parera, Omar Ghani e Ruben Salazar, foram à Justiça pedir o mandato de Silvio Machado, o juiz foi muito claro ao conceder a liminar. 
Se houver nova eleição, Sonia Leite e Gustavo Morais são fortes candidatos a vencer a eleição para presidente.