LEIA AQUI:
- O NEPOTISMO DE SILVIO MACHADO
E DUDU COLOMBO
- ESTRANHAS VISITAS À BARRAGEM
- POR QUE RIEM OS POLÍTICOS?
Para quem chegou até este blog por acaso ou engano:
Aqui se escreve sobre a política e o modo de viver de uma cidade chamada Bagé, localizada no Sul do Rio Grande do Sul, um Estado da República do Brasil, no continente Americano do Sul. Aqui também se ironiza e se cultiva o bom humor, mas principalmente, lembra-se às autoridades que não se legisla ou governa de qualquer jeito, sem responsabilidade ou sem o olhar envolvente de quem está atento às coisas do mundo.
sábado, 23 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
VISITAS AS OBRAS DA BARRAGEM
O prefeito escolhe um bairro e transporta pessoas para visitar as obras da barragem da Arvorezinha.
Dá pra entender?
Como assim - visita às obras?
Quem paga o transporte? E os funcionários que perdem tempo com isso? E o combustível?
Ninguém faz isso. Nenhum prefeito leva alguém para visitar uma obra que está fazendo. Isso acontece de forma espontânea, quando as pessoas passam no local ou decidem ir ver como está.
É aquela história da ilusão. Se tu veres a obra é como se já estivesse pronta, tendo em vista que foi prometida para esse ano e não será este ano. Aliás, a Prefeitura amarrou com essa história em 2009, 2010 e começou a pensar na prática em 2011 e agora quer porque quer mostrar que está fazendo alguma coisa.
Agora, olhem essas duas fotografias abaixo. O autor das fotos é Cristiano Lameira, da assessoria de comunicação da Prefeitura, e está como foi feita, sem edição.
Observem Kiwal Parera na primeira foto. E o mise en scene do prefeito? O gesto está perfeito. Deve ser direção de cena de Sapiran Brito.
Mais abaixo, as pessoas que ouviram estar ali a maior obra de Bagé, a mais cara e a mais extra-cara, pois começou em 23 milhões e já está em 50 milhões.
O prefeito escolhe um bairro e transporta pessoas para visitar as obras da barragem da Arvorezinha.
Dá pra entender?
Como assim - visita às obras?
Quem paga o transporte? E os funcionários que perdem tempo com isso? E o combustível?
Ninguém faz isso. Nenhum prefeito leva alguém para visitar uma obra que está fazendo. Isso acontece de forma espontânea, quando as pessoas passam no local ou decidem ir ver como está.
É aquela história da ilusão. Se tu veres a obra é como se já estivesse pronta, tendo em vista que foi prometida para esse ano e não será este ano. Aliás, a Prefeitura amarrou com essa história em 2009, 2010 e começou a pensar na prática em 2011 e agora quer porque quer mostrar que está fazendo alguma coisa.
Agora, olhem essas duas fotografias abaixo. O autor das fotos é Cristiano Lameira, da assessoria de comunicação da Prefeitura, e está como foi feita, sem edição.
Observem Kiwal Parera na primeira foto. E o mise en scene do prefeito? O gesto está perfeito. Deve ser direção de cena de Sapiran Brito.
Mais abaixo, as pessoas que ouviram estar ali a maior obra de Bagé, a mais cara e a mais extra-cara, pois começou em 23 milhões e já está em 50 milhões.
O NEPOTISMO
DE SILVIO MACHADO
E DUDU COLOMBO
ISTO É O QUE ESTÁ NA PÁGINA ON LINE DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO RIO GRANDE DO SUL:
Acolhendo pedido liminar em ação civil pública por atos de improbidade administrativa e para reparação de dano ao erário ajuizada pelo Ministério Público, a 1ª Vara Cível da Comarca de Bagé ordenou a imediata exoneração da esposa, nora e genro do Presidente da Câmara de Vereadores que ocupam cargos em comissão no Município.
A decisão judicial também determinou a revogação de Funções Gratificadas (FGs) e gratificações de 100% concedidas ao filho e outro genro do vereador que atuam junto a Câmara Municipal e a sua filha que trabalha na Prefeitura. A ação civil pública é assinada pelo promotor de Justiça André Barbosa de Borba.
Na ação, que se baseia na Súmula Vinculante 13 do STF, é postulado o reconhecimento da prática de atos de improbidade administrativa pelo Presidente da Câmara de Vereadores, Prefeito de Bagé e parentes do vereador que foram beneficiados com a aplicação das sanções correspondentes. O MP pede, ainda, o ressarcimento dos valores indevidamente recebidos.
A decisão judicial também determinou a revogação de Funções Gratificadas (FGs) e gratificações de 100% concedidas ao filho e outro genro do vereador que atuam junto a Câmara Municipal e a sua filha que trabalha na Prefeitura. A ação civil pública é assinada pelo promotor de Justiça André Barbosa de Borba.
Na ação, que se baseia na Súmula Vinculante 13 do STF, é postulado o reconhecimento da prática de atos de improbidade administrativa pelo Presidente da Câmara de Vereadores, Prefeito de Bagé e parentes do vereador que foram beneficiados com a aplicação das sanções correspondentes. O MP pede, ainda, o ressarcimento dos valores indevidamente recebidos.
COMENTÁRIO A RESPEITO DESSES TRISTES ACONTECIMENTOS DA VIDA PÚBLICA DE BAGÉ
Há um mês, mais ou menos, publiquei no FOLHA DO SUL e aqui
neste blog, um texto intitulado “Sobre político lacaio e imprensa”, que
iniciava da seguinte forma:
Tem um poema famoso do alemão Bertolt Brecht que se
refere ao “analfabeto político” - aquele que estufa o peito e se orgulha de
dizer que odeia política, mas não sabe ser ele o culpado por existir o pior de
todos os bandidos que é o político corrupto, vigarista e lacaio.
Pois bem, quase nada mudou dos anos 30, quando o poema foi escrito, para os dias de hoje. E não é preciso ir à Alemanha, Rússia ou Brasília...
O vigarista e lacaio continua por aí e por aqui, mais próximo do que a gente imagina, mais ao nosso lado que pode detectar nosso vão conhecimento da vida cotidiana.
Mas, não é impossível percebê-lo. Pois tem duas caras, uma que se manifesta na multidão de eleitores, fingindo gentileza, e outra no recôntido das ações canhestras e espúrias dos gabinetes, onde bate à mesa e chuta palavras stalinistas aos quatro ventos.
Ah, o político vigarista e lacaio, abomináveL no Legislativo e no Executivo. Na Câmara de Vereadores e na Prefeitura.
Não escrevi esse texto à toa.
Tem gente que entra para a política confiando na ignorância
universal, menosprezando a capacidade de discernimento das pessoas. Entra na
política de má fé. “O dinheiro público é o dinheiro que não precisa de
respeito, pois os ignorantes não sabem dele”, é o que pensam e assim tutelam
seus atos.
O que é esse nepotismo na Câmara e na Prefeitura, afinal?
Quem assinou a nomeação dos parentes? Quem fez isso?
Quem é o responsável pela Prefeitura?
Como alguém não mede seus atos? Como pode pensar que estará
a vida inteira impune, que não existe lei para ele?
Ou será que tais governantes dirão que não conheciam a LEI
QUE PROÍBE o emprego de parentes no serviço público?
Quando a vereadora Jussara Carpes denunciou e demitiu
“servidores” no exercício temporário da presidência da Câmara foi taxada de
“destrambelhada”, “louca”, “irresponsável” e que seus atos de nada valiam.
Também não consigo entender ser contra a corrupção até por
ali, como a MARCHA DE BAGÉ CONTRA A CORRUPÇÃO, que parou porque podia atingir
Bagé. Ora, a marcha era para além das divisas de Bagé?
Parece aquela história do comunista que divide tudo o que é
dele. Lembram?
- E se tu tivesse mil cabeça de bois, o que farias?
- Dividiria com quem não tem nada.
- E se tivesse dois mil hectares de campo?
- Dividiria com quem não tem nada.
- E se tivesse 20 casas?
- Epa! Pára lá. Vamo’ deixar de brincadeira. Isso eu tenho!
É isso. São os pesos e as medidas! Conveniência.
A pergunta sobre irregularidade na Câmara, eu, como
colunista político, já havia feito. E a resposta que me foi dada: - Não. Não
existe nada. Está tudo legal.
- E eu acreditei. Como tenho acreditado em tantas, tantas
informações “oficiais”.
É urgente que as investigações sobre nepotismo e outras
irregularidades continuem sendo feitas na Prefeitura.
Se um só tinha seis parentes empregados – e muitos sabiam
disso -, aqueles que sabiam quiseram usufruir da mesma “regalia”. Conhece-se
muito bem esse mundo para entender que a frase corrente na política é a
seguinte: “Se não deu nada com ele, não vai dar comigo!”
Investiguem e descobrirão!
quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ouvi dizer que Silvio Machado vai para o DAEB. Confesso que não entendi direito essa história, mas o comentário é forte. E a fumaceira é grande.
Ouvi dizer também que Kiwal Parera sai do DAEB para coordenar a campanha eleitoral de Dudu Colombo à reeleição.
Ouvi dizer ainda que o prefeito não está mais preocupado com a vaga de presidente da Câmara, pois se Silvio Machado for para o Daeb quem assume o Legislativo é a vereadora Jussara Carpes. A não preocupação se deve à ampla maioria do governo em possíveis votações de interesse do prefeito e que podem causar derrota. Acho tudo isso muito estranho.
Ouvi dizer que a divisão do PMDB é grande entre Dudu Colombo e Adriana Lara.
Ouvi dizer que embora o prefeito diga que está sendo debatido se Fico continuará como vice, a dobradinha está praticamente certa. É preciso deixar um sopro de esperança, um hallo de ilusão nos Ricardos Cougos e Gustavos Morais da vida.
Ouvi do próprio Dudu Colombo que a união com o PMDB será arrastada até a próxima semana. Ou seja, até o último momento. Isso significa não dar outra possibilidade a Gustavo Morais se não lançar candidatura própria, como uma espécie de serviçal do PT. Pelo menos, é o que quer Dudu.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
PROJETOS QUE CRIAM CARGOS
CONTINUAM PARADOS
A “leva” de cinco sessões extraordinárias, convocadas pelo Legislativo por ordem do Executivo, não teve nenhum projeto votado nessa segunda-feira, 17.
Todos os projetos ficaram em vistas - das comissões e da vereadora Sonia Leite. Antes já haviam pedido vistas Jussara Carpes e Divaldo Lara.
A explicação da oposição para os trancamentos é simples: A Prefeitura quer contratar gente na véspera de uma campanha eleitoral.
Os quatro projetos que não foram à votação, são:
Projeto de Lei 030/12 - Altera parcialmente a Estrutura Administrativa do Município de Bagé, nos Cargos Permanentes da Secretaria Municipal de Coordenação e Planejamento, da Secretaria Municipal de Atividades Urbanas e da Secretaria Municipal de Habitação.
Projeto de Lei 033/12 – Altera parcialmente o Art. 49 da Lei Municipal nº. 3375/1997, acrescentando novas vagas nos Cargos Permanentes. A Lei se refere à Secretaria de Saúde.
Projeto de Lei: 034/12 – Altera Parcialmente o Art. 49 da Lei Municipal nº.3375/1997, criando novos cargos e suas respectivas vagas.
Projeto de Lei: 053/12 - Autoriza o Poder Executivo a contratar profissionais para o Programa Nacional de Inclusão de Jovens – Projovem Urbano.
domingo, 17 de junho de 2012
POR QUE RIEM OS POLÍTICOS?
Na semana passada, quando não teve sessão na Câmara de Vereadores por falta de quórum, o governo municipal, através do presidente da Câmara e do prefeito, convidou os parlamentares que estavam no plenário - à espera da sessão que não houve - para visitar as obras da barragem. Na verdade tudo não passava de uma encenação para permitir a inserção do marketing da barragem na TV Câmara e outras mídias.
Com exceção de Sonia Leite, os presentes concordaram em ir. Sonia disse que não ia participar dessa encenação e enviou nota à imprensa com o seguinte teor:
Sonia Leite recusa visita para inglês ver
A vereadora Sonia Leite recusou o convite de acompanhar excursão proposta pelo presidente às obras da barragem afirmando não participar da visita, que entende ser para inglês ver. O convite surgiu após o cancelamento da sessão ordinária por falta de quorum. “Uma das prerrogativas do vereador é a fiscalização, mas não vejo como uma inspeção poderá ser eficaz sendo pré planejado pelo governo.”
Na foto acima, é possível verificar Gustavo Morais, do PMDB, em véspera de dizer sim ao prefeito Dudu Colombo e integrar a coligação que pretende levar o PT à quarta eleição como mandante do velho e conhecido Passo Municipal.
Agora, vamos ao riso. Ou melhor, aos gargalhares.
De que será?
Por que riem os queridos políticos bageenses?
Não quis perguntar a nenhum deles.
Não perguntei porque prefiro o exercício da adivinhação.
Por que riem os políticos?
a. É divertido visitar obras de R$ 50 milhões.
b. Kiwal contou o segredo de como consegue permanecer em tantos governos.
c. Gustavo Morais confessou que o PMDB brinca de leilão com Dudu e Adriana.
d. Dudu confessou que está jogando com o PMDB até deixar Gustavo encurralado.
e. Salazar conseguiu mais um emprego.
f. Paulinho Parera mostrou o diploma. Ele já se formou no cursinho do pai sobre como permanecer em tantos governos.
g. Dudu anunciou que a barragem terá mais um aditivo e passará de 50
milhões.
h. Todas as respostas estão corretas.
i. Alguém teve a brilhante ideia de inaugurar a obra este ano, mas todos pensarão que é a própria barragem.
i. Quase todas as respostas estão corretas, menos a B e a F.
A foto acima é de autoria do fotógrafo Cristiano Lameira. Mas, ela está editada, com cortes laterais.
sábado, 16 de junho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
De mandatos, posses e pesquisas
Na tarde desta quinta-feira, dia 14 de junho, o Tribunal Regional Eleitoral, por unanimidade, deu ganho de causa ao PT de Bagé, fazendo com que Adriana Lara e Edegar Franco perdessem os seus mandatos na Câmara de Vereadores por infidelidade partidária. Ou seja, saíram do PT e ingressaram no PTB e no PR, respectivamente.
Sobre o resultado, Adriana disse que já havia se preparado e que se sente forte para prosseguir em sua caminhada. Ela é pré candidata a prefeita de Bagé.
Por sua vez, Edegar Franco declarou que se ele não fosse amigo de Mainardi (ligado afetiva e politicamente), o PT teria retirado o processo para cassar o mandato.
As palavras de Edegar talvez tenham saído em um momento de forte emoção e irritação pelo que ocorreu. No entanto, isso não saiu sem que uma conversa anterior tivesse se realizado, entre ele e o amigo.
Segundo a sentença judicial, quem deve assumir as cadeiras na Câmara são os suplentes do Partido dos Trabalhadores, ou seja - Téia Pereira e Carmem Vargas. O advogado Valdir Gomes me explicou que a decisão remete aos suplentes petistas e não à coligação proporcional realizada em 2008 que juntou PT e PRB, o partido de Ivan Casarteli, atual secretário de Desenvolvimento Rural.
Na tarde de sexta, 15 de junho, correu pela cidade a notícia que o presidente da Câmara, Silvio Machado, convocou Ivan para comparecer ao Legislativo na segunda-feira.
A informação é que o secretário cumpriria apenas um ato formal de anunciar sua impossibilidade de assumir a vaga porque está no Executivo. Mas, o debate não é esse. Há uma sentença se referindo aos suplentes do PT, não da coligação.
Carmen Vargas não está gostando nada dessa situação, pois ela não assumiria se Ivan voltasse. Aliás, recorrerá ao Tribunal Eleitoral se Silvio Machado fizer o que se comenta.
O presidente do legislativo ligou para Carminha. Disse que houve um engano.
Mas, há de se tomar cuidado.
A vereadora Carmen pensa com sua cabeça, não rasteja para governo nenhum, é um estilo próprio. Eis o problema que pode estar no horizonte.
Agora, - e se Ivan já foi na Secretaria de Administração para assinar sua saída do governo crente que agora é vereador titular? E aí? Não poderá voltar ao cargo. Não sem um prazo de seis meses (parece que esse é o tempo, ou algo próximo).
Téia está tranquila, mas Carminha não.
Ela conhece os labirintos da política. E sabe que são perigosos.
Segunda-feira tudo se esclarecerá e poderá não passar de simples engano.
O Jornal Minuano publicou a pesquisa do Instituto Methodus que dá vantagem ao prefeito Dudu na corrida eleitoral contra Adriana Lara. Na induzida ele está com 49% e Adriana com 34%.
Os petistas que criticaram e disseram se tratar de "encomenda paga" quando saiu a pesquisa de dezembro, dando vantagem para Adriana, agora estão comemorando o resultado. Já não é mais "encomenda paga".
Em análise fria, o resultado da pesquisa tem tudo para estar certo, afinal o prefeito está todos os dias na mídia, investe pesado, e o aparelhamento está bem articulado. O diretor do DAEB, por exemplo, já tem até uma "rocha" para idealizar a inauguração da ROCHA FUNDAMENTAL DA BARRAGEM, mesmo ainda sem barragem.
Depois da CASA AZUL e do MIRANTE, apareceu a ROCHA FUNDAMENTAL.
A pesquisa não está errada, a campanha propriamente dita não começou e os candidatos com suas chapas ainda não estão postos.
Na tarde desta quinta-feira, dia 14 de junho, o Tribunal Regional Eleitoral, por unanimidade, deu ganho de causa ao PT de Bagé, fazendo com que Adriana Lara e Edegar Franco perdessem os seus mandatos na Câmara de Vereadores por infidelidade partidária. Ou seja, saíram do PT e ingressaram no PTB e no PR, respectivamente.
Sobre o resultado, Adriana disse que já havia se preparado e que se sente forte para prosseguir em sua caminhada. Ela é pré candidata a prefeita de Bagé. Por sua vez, Edegar Franco declarou que se ele não fosse amigo de Mainardi (ligado afetiva e politicamente), o PT teria retirado o processo para cassar o mandato.
As palavras de Edegar talvez tenham saído em um momento de forte emoção e irritação pelo que ocorreu. No entanto, isso não saiu sem que uma conversa anterior tivesse se realizado, entre ele e o amigo.
Segundo a sentença judicial, quem deve assumir as cadeiras na Câmara são os suplentes do Partido dos Trabalhadores, ou seja - Téia Pereira e Carmem Vargas. O advogado Valdir Gomes me explicou que a decisão remete aos suplentes petistas e não à coligação proporcional realizada em 2008 que juntou PT e PRB, o partido de Ivan Casarteli, atual secretário de Desenvolvimento Rural.
Na tarde de sexta, 15 de junho, correu pela cidade a notícia que o presidente da Câmara, Silvio Machado, convocou Ivan para comparecer ao Legislativo na segunda-feira.
A informação é que o secretário cumpriria apenas um ato formal de anunciar sua impossibilidade de assumir a vaga porque está no Executivo. Mas, o debate não é esse. Há uma sentença se referindo aos suplentes do PT, não da coligação.
Carmen Vargas não está gostando nada dessa situação, pois ela não assumiria se Ivan voltasse. Aliás, recorrerá ao Tribunal Eleitoral se Silvio Machado fizer o que se comenta.
O presidente do legislativo ligou para Carminha. Disse que houve um engano.
Mas, há de se tomar cuidado.
A vereadora Carmen pensa com sua cabeça, não rasteja para governo nenhum, é um estilo próprio. Eis o problema que pode estar no horizonte.
Agora, - e se Ivan já foi na Secretaria de Administração para assinar sua saída do governo crente que agora é vereador titular? E aí? Não poderá voltar ao cargo. Não sem um prazo de seis meses (parece que esse é o tempo, ou algo próximo).
Téia está tranquila, mas Carminha não.
Ela conhece os labirintos da política. E sabe que são perigosos.
Segunda-feira tudo se esclarecerá e poderá não passar de simples engano.
O Jornal Minuano publicou a pesquisa do Instituto Methodus que dá vantagem ao prefeito Dudu na corrida eleitoral contra Adriana Lara. Na induzida ele está com 49% e Adriana com 34%.
Os petistas que criticaram e disseram se tratar de "encomenda paga" quando saiu a pesquisa de dezembro, dando vantagem para Adriana, agora estão comemorando o resultado. Já não é mais "encomenda paga".
Em análise fria, o resultado da pesquisa tem tudo para estar certo, afinal o prefeito está todos os dias na mídia, investe pesado, e o aparelhamento está bem articulado. O diretor do DAEB, por exemplo, já tem até uma "rocha" para idealizar a inauguração da ROCHA FUNDAMENTAL DA BARRAGEM, mesmo ainda sem barragem.
Depois da CASA AZUL e do MIRANTE, apareceu a ROCHA FUNDAMENTAL.
A pesquisa não está errada, a campanha propriamente dita não começou e os candidatos com suas chapas ainda não estão postos.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Um outro PT é possível
Com a saída de Adriana Lara, Jussara
Carpes e Edegar Franco do PT; com Silvio
Machado fora da disputa e a possibilidade
de Ruben Salazar não concorrer, por opção,
o Partido dos Trabalhadores, em cálculo
superficial, considerando o pleito de
2008, perde 12.807 votos.
A base do cálculo é a seguinte:
Adriana Lara fez 4.085 votos;
Ruben Salazar fez 3.424 votos;
Jussara Carpes fez 2.386 votos;
Silvio Machado fez 1.477 votos;
Edegar Franco fez 1.435 votos.
Por mais que o PT tente inflar sua
nominata de candidatos, será difícil
chegar a número tão expressivo.
Os apadrinhados por Silvio e Salazar,
por mais esforço que seja feito, com muita dificuldade chegarão próximos
aos números de seus mestres.
Sendo assim, o PT terá de apostar - e muito -
no potencial de Paulinho
Parera e Omar Ghani. Vale lembrar que este último contou com o apoio do prefeito Dudu, que não deverá repetir o empenho.
Existem as apostas, como Janise Colares e Ivan Lima. Aliás, o médico dependerá
de suas complicações jurídicas.
Carpes e Edegar Franco do PT; com Silvio
Machado fora da disputa e a possibilidade
de Ruben Salazar não concorrer, por opção,
o Partido dos Trabalhadores, em cálculo
superficial, considerando o pleito de
2008, perde 12.807 votos.
A base do cálculo é a seguinte:
Adriana Lara fez 4.085 votos;
Ruben Salazar fez 3.424 votos;
Jussara Carpes fez 2.386 votos;
Silvio Machado fez 1.477 votos;
Edegar Franco fez 1.435 votos.
Por mais que o PT tente inflar sua
nominata de candidatos, será difícil
chegar a número tão expressivo.
Os apadrinhados por Silvio e Salazar,
por mais esforço que seja feito, com muita dificuldade chegarão próximos
aos números de seus mestres.
Sendo assim, o PT terá de apostar - e muito -
no potencial de Paulinho
Parera e Omar Ghani. Vale lembrar que este último contou com o apoio do prefeito Dudu, que não deverá repetir o empenho.
Existem as apostas, como Janise Colares e Ivan Lima. Aliás, o médico dependerá
de suas complicações jurídicas.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
MAINARDI MUNDO A FORA
Na foto, em Israel
O motivo para que assim proceda é simples: Se o PT estadual insiste que ele tem que subir no palanque com Dudu Colombo, candidato à reeleição, e ele não se sente confortável para tal devido as tantas contrariedades com o jeito Dudu de governar, o melhor é “melhorar” sua gestão na Agricultura - de forma efetiva. Ora, se o prefeito não precisou do ex-prefeito para governar não deve precisar para buscar a reeleição. Simples.
Por mais que setores do PT, Dudu e aspones da hora não gostem desta constatação, ela é real. Pergunta-se: Para que Mainardi vai querer ajudar a reeleger um governo que não permitiu que ele “apitasse” ou se quer pegasse o apito?
Sendo assim, nada como conhecer a evolução tecnológica do campo que proporcionam países como Israel, Holanda, Inglaterra, Austrália, Estados Unidos, Canadá...
Na edição de Zero Hora, de sábado, 2 de junho de 2012, a jornalista Rosane Oliveira deu a notícia, que um dia foi apenas uma previsão: “Depois de analisar o sistema de irrigação de Tel Aviv, Israel, Mainardi já definiu seu próximo roteiro internacional. Em julho lidera comitiva que conhecerá a produção de leite e os mecanismos da rastreabilidade bovina da Austrália e da Nova Zelândia. Entre setembro e outubro fará novas viagens, uma delas para a Holanda, onde verificará as tecnologias da cadeia produtiva do leite.”
A pergunta que fica:
- Mainardi já estava com os planos na agenda antes de Pílulas anunciar ou leu Pílulas e depois planejou a agenda?
Goede reis!*
(*Boa viagem, em holandês)
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Sobre político lacaio
e imprensa

Tem um poema famoso do alemão Bertolt Brecht que se refere ao “analfabeto político” - aquele que estufa o peito e se orgulha de dizer que odeia política, mas não sabe ser ele o culpado por existir o pior de todos os bandidos que é o político corrupto, vigarista e lacaio.
Pois bem, quase nada mudou dos anos 30, quando o poema foi escrito, para os dias de hoje. E não é preciso ir à Alemanha, Rússia ou Brasília...
O vigarista e lacaio continua por aí e por aqui, mais próximo do que a gente imagina, mais ao nosso lado que pode detectar nosso vão conhecimento da vida cotidiana.
Mas, não é impossível percebê-lo. Pois tem duas caras, uma que se manifesta na multidão de eleitores, fingindo gentileza, e outra no recôntido das ações canhestras e espúrias dos gabinetes, onde bate à mesa e chuta palavras stalinistas aos quatro ventos.
Ah, o político vigarista e lacaio, abomináveL no Legislativo e no Executivo. Na Câmara de Vereadores e na Prefeitura.
E ele - que não aguenta críticas, mas não se manifesta no contraponto frontal, pois é sempre traiçoeiro, canhestro e baixo - é um lacaio.
Então, sua obsessão passa a ser calar os críticos, assassinando a liberdade de expressão, a imprensa livre, o pensamento criativo, que move desenvolvimentos verdadeiros e sustentáveis como uma barreira a políticos como eles.
O vigarista e lacaio da política se infiltra na imprensa para poder calar quem pensa por si e fazê-lo pensar o seu pensamento vil.
Ainda por cima, depois de todas suas falcatruas ditatoriais, veremos esse vigarista maldizer os “governos de excessão do período militar”, vilipendiando-os como os criadores do pior momento da política brasileira. Mas, eles, são miniaturas de tais ditadores que acusam de “maiores maus”. E assim permanece, criticando e agindo como se fosse o arautos da democracia, da livre manifestação, da liberdade constitucional, sem aceitar que olhem seus defeitos, suas ações imperiais, suas mentiras, sua fábrica de monstros! Sim, pois um povo forçado a pensar o pensamento único, não passará de um monstro enjaulado, perdido, sem eira nem beira... sem iniciativa.
Ah, o político vigarista e lacaio! Seu estadismo não passa da esquina de sua casa. Faz favores pueris, envaidece-se com os elogios de sua sala ou de sua caverna, onde estão os outros lacaios de sua predileção.
Ah, o político varejo!
Tomara não fosse necessário escrever tal protesto com o objetivo de alertar a sociedade; tomara não fosse necessário avisar o leitor que este político existe, vive em Bagé e ronda pelas ruas como um zumbi risonho à espreita de teu voto, com o que se alimenta para ser mais canestro ainda, mais vigarista e lacaio!
Imprensa de minha terra, digam a verdade, vivam da verdade e sustentem a verdade - não a verdade inventada, mas a verdade verdadeira, pois esta pode viabilizar o desenvolvimento humano de uma cidade.
É preciso parar o modelo que se instala em Bagé, onde só o “boletim oficial” vale e interessa, onde a mentira descarada sobrepõe-se a verdade, onde o dinheiro cala a imprensa.
Uma cidade com a imprensa amordaçada está fadada ao desenvolvimento fútil, oco, lacaio!
Gladimir Aguzzi (publicado pela primeira vez no jornal FOLHA DO SUL/Bagé - Maio/2012)
quinta-feira, 24 de maio de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
VETO TOTAL
O prefeito Luis Eduardo Colombo vetou as emendas
da Câmara de Vereadores ao Orçamento Municipal
de 2012. Veto total. As emendas, que somam 19,
foram de autoria de Adriana Lara, Jussara Carpes e
Silvio Machado, todos integrantes de um mesmo
grupo político opositor ao governo municipal.
Não é necessário ser um expert em políticabageense para entender que se trata de um ato político.
O prefeito está em seu direito, que é o de vetar.
No entanto, houve diálogo dos vereadores com
entidades e instituições de Bagé para chegar à conclusão
que determinadas emendas são necessárias.
Algumas argumentações do Executivo para os vetos
beiram ao deboche, como aquele que diz que o
recurso indicado para a construção de uma ponte é
insuficiente. Ora, isso é uma questão de diálogo. E
quando se fala em diálogo, não se trata de algo pessoal,
mas institucional.
O prefeito, os secretários municipais e os vereadores
são representantes institucionais, não são indivíduos
em disputa pelo poder nas eleições que se
aproximam. Isso é outra história. O duelo tem data
marcada e campos definidos.
Este comentário não pretende ser um ensaio de
ingenuidade política, mas um alerta à racionalidade,
é preciso saber separar o joio do trigo. O ensinamento
bíblico é sábio, inclusive para o atual momento político
vivenciado pelas duas facções políticas, uma
que se abriga na Prefeitura e outra na Câmara.
Vetar emendas ao Orçamento porque provém de
um grupo que pretende conquistar a Prefeitura em
2012 não é justificativa racional.
E se as mesmas emendas brotassem dos gabinetes
de Paulinho Parera, Omar Ghani e Ruben Salazar,
como seriam tratadas?
Não é permitido aos governantes determinados
comportamentos. A máxima de que “aos amigos as
benesses da lei e aos inimigos seus rigores”, trata-se
de uma canalhice sem tamanho. Portanto, não deve
ser levada à prática.
Ou, quebra-se o Estado de Direito.
Em resumo, mais uma vez faltou ao governo habilidade
politica.
Afinal, não é possível que um prefeito que reabriu
o diálogo com entidades como a Associação/Sindicato
Rural, Sindilojas e politicos de todas os partidos no
início de seu governo, retroceda em suas atitudes
quando seu mandato chega na reta final.
Este comentário não atesta que todas as emendas
deveriam ser liberadas. Não. Critica, isto sim, a falta de
diálogo e o desinteresse em buscar essa conversação
de forma racional.
Ora, o grupo da Câmara - Silvio, Jussara, Adriana e
Divaldo Lara (este último não tem seu nome nas emendas,
mas deu ideias) não podem ter errado em todas as
emendas. O Fundo Municipal de Cultura, por exemplo,
precisa de dinheiro, assim como as casas sociais
de auxílio a pessoas carentes e mulheres vítimas de
violência. A Prefeitura alega que já faz sua parte. E
pronto. Sem diálogo.
Não há santos nessa história, de um lado e outro,
mas não é possível que a política de Bagé seja
satanizada dessa forma.
Passa o tempo, passam os governantes e a política
continua sendo, apenas, uma alegoria gramatical para
exemplificar o que é a arte do bem comum.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Inclusão digital
![]() |
| Foto de Léko Machado |
A Prefeitura de Bagé, através da Secretaria de
Educação, está qualificando e modernizando o ensino das crianças da rede
pública municipal. De 2009, até o segundo semestre de 2011, já foram
inaugurados 28 laboratórios, e implantado na Escola Municipal de Educação Infantil Reny da Rosa Collares o
Programa Um Computador por Aluno (UCA).
A rede
municipal de ensino conta com um total de 13.376 alunos divididos entre
Educação Infantil (EMEIs) e Ensino Fundamental (EMEFs), onde 10.695 alunos já
usufruem dos laboratórios de informática. O objetivo da implantação de novas
tecnologias nas escolas é oportunizar o contato com a informática e a internet,
dinamizando a maneira de ensino e aprendizagem dos alunos.
Eis uma boa atitude, que deve ser apoiada.
Ficha limpa de Bagé
O vereador Divaldo Lara, do PTB, protocolou na Câmara o Projeto de Lei da Ficha Limpa Municipal.Nos moldes da lei nacional, Divaldo quer proibir o ingresso, em cargos em comissão nos orgãos públicos de Bagé, de quem estiver condenação na Justiça, de qualquer processo criminal transitado e julgado. Ou seja, quem está com a ficha suja não poderá ser CC na Câmara, na Prefeitura e no DAEB.
O Projeto de Lei ainda passará pelos trâmites legais até a aprovação, ou não. “A intenção é limpar a administração pública e este é um passo importante”, declarou o vereador.
Carta do PDT
O PDT de Bagé enviou carta à vereadora Adriana Lara dizendo que só voltará a conversar sobre coligação para as eleições 2012 se o PTB decidir apoiar a proposta de 17 vereadores na Câmara para a próxima legislatura. O partido realizou uma reunião na segunda-feira, 21, para deliberar sobre o tema, que incomoda a maioria dos pedetistas.
Porém, terça-feira, 22, à tarde, Adriana conversou com o presidente do PTB, Volmir Silveira, que reuniu a Executiva trabalhista. Em seguida, a vereadora entregou a resposta ao presidente do PDT, Nenê Fara, comunicando que não havia mais tal barreira, pois o PTB deliberará a favor da maior representatividade na Câmara. O que significa 17 vereadores a partir das eleições de 2012.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Ouvi dizer que o vereador Gustavo Morais, do PMDB, faz o máximo e o impossível para se manter calmo nas sessões da Câmara, mas está difícil.
Ouvi dizer que a vereadora Jussara Carpes, do PSD (qual partido?), apontou seu verbo para as diárias do Executivo. E começou citando Omar Ghani, Paulinho Parera e Silvana Caetano, a esposa do prefeito, que fez viagens a Brasília para tratar uma afilhada no Hospital Sara Kubischek com dinheiro do município. A vereadora teria dito que não é contra o tratamento para quem precisa, é contra o privilégio.
Ouvi dizer que a primeira reunião oficial da CPI dos 200 anos acontece na próxima quarta-feira, dia 23, às 8h da manhã. Quem convocou foi Jussara Carpes, a presidente. Os outros membros são Omar Ghani e Gustavo Morais, que, ninguém é insano de duvidar, podem dar um "pelezinho" na Jussara e não comparecerem. Afinal, o prefeito não quer essa CPI. Tanto que ficou uma fera quando soube que uma faixa pedindo a Comissão Parlamentar invadiu uma das passeatas contra a corrupção.
Ouvi dizer que quatro secretários municipais já se candidataram para ir na Câmara falar de suas realizações. É o efeito TV CÂMARA, uma audiência que incomoda o governo municipal.
Ouvi dizer que o provedor Luiz Alberto Vargas teve uma reunião de sair lasca com o prefeito Dudu. Ontem foi protocolocado no Legislativo uma emenda ao Orçamento, prevendo R$ 100 mil reais para o Pronto Socorro. Certa vez, Vargas disse que não aguentava mais a falta de condições do Pronto Socorro.
Ouvi dizer que o sindicalista da saúde, Nelson de Lima Gonçalves, o homem que atirou direto contra o vereador Ruben Salazar, pedindo sua cassação por absoluta falta de condições para ser vereador, devido aos seus dez vínculos empregatícios, denúncia do próprio Nélson, não vai desistir de ocupar a Tribuna Democrática da Câmara, sempre às segundas, com dez minutos para se manifestar. Segunda-feira, 21 de novembro, o vereador Gustavo protestou ao que classificou como atitude de vereador de Nélson, que foi para a tribuna responder suas palavras na sessão de quinta passada.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
À cassa de Salazar
Nesta quinta-feira, dia 17, a Câmara de Bagé aprovou (por cochilo e unanimidade) a instalação de uma Comissão Processante para cassar o mandato do vereador Ruben Salazar, do PT. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Comunitária, Nélson de Lima Gonçalves, elaborou o documento de denúncia e enviou para a Câmara. Ele alega que Salazar tem dez empregos e seu horário é incompatível com a vereança, "o que significa que ganha sem trabalhar", resume a denúncia.
Apesar dos gritos de Gustavo Morais e Paulinho Parera, um do PMDB e o outro do PT, de que estava sendo rasgado o Regimento Interno, o presidente Silvio Machado, PTB, explicou que está embasado no Decreto Lei 201, de fevereiro de 1967, nas atribuições dos legislativos municipais para cassar prefeitos e vereadores. Pelo decreto, a Câmara está correta em fazer a leitura da denúncia e colocar em votação na mesma sessão.
Mais uma vez, houve uma debandada de vereadores do plenário: PT, PMDB e PP.
Ruben Salazar não compareceu à sessão na manhã de ontem. À tarde, seu advogado disse que ele está em tratamento de saúde, mas que não tem dez vínculos empregatício e sua defesa está sendo formulada. Porém, o vereador ainda não havia recebido nenhum comunicado da instalação da comissão processante.
Nesta quinta-feira, dia 17, a Câmara de Bagé aprovou (por cochilo e unanimidade) a instalação de uma Comissão Processante para cassar o mandato do vereador Ruben Salazar, do PT. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Comunitária, Nélson de Lima Gonçalves, elaborou o documento de denúncia e enviou para a Câmara. Ele alega que Salazar tem dez empregos e seu horário é incompatível com a vereança, "o que significa que ganha sem trabalhar", resume a denúncia.
Apesar dos gritos de Gustavo Morais e Paulinho Parera, um do PMDB e o outro do PT, de que estava sendo rasgado o Regimento Interno, o presidente Silvio Machado, PTB, explicou que está embasado no Decreto Lei 201, de fevereiro de 1967, nas atribuições dos legislativos municipais para cassar prefeitos e vereadores. Pelo decreto, a Câmara está correta em fazer a leitura da denúncia e colocar em votação na mesma sessão.
Mais uma vez, houve uma debandada de vereadores do plenário: PT, PMDB e PP.
Ruben Salazar não compareceu à sessão na manhã de ontem. À tarde, seu advogado disse que ele está em tratamento de saúde, mas que não tem dez vínculos empregatício e sua defesa está sendo formulada. Porém, o vereador ainda não havia recebido nenhum comunicado da instalação da comissão processante.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
SILVIO MACHADO
DE VOLTA À PRESIDÊNCIA
O problema maior era a instabilidade que reinava no Legislativo de Bagé. Na semana passada, uma liminar impetrada pelo advogado Mateus Morais, a pedido dos vereadores Gustavo Morais, Omar Ghani, Paulinho Parera e Ruben Salazar, e concedida pelo juiz Roberto Coutinho Borba afastou Silvio Machado da presidência da Câmara.
No entanto, a defesa de Silvio Machado, realizada pelo advogado procurador jurídico da Câmara, Eduardo Deibler, alegava que a Presidência não é uma indicação partidária, mas da maioria dos vereadores, independente da sigla em que estejam. Na mesma linha, afirmação do próprio Silvio de que se fosse pelo partido, o eleito seria outro, já que o PT não queria saber de seu nome como presidente.
Assim, ainda com essa tese de defesa, foi-se ao desembargador de plantão do Tribunal de Justiça do RS Genaro Baroni Borges para suspender a liminar, o que logrou êxito. Silvio Machado volta a ser o presidente da Câmara de Bagé a partir de hoje.
Quanto a instabilidade, que abre este texto, está no clima de tensão que invadiu o legislativo na semana passada. Pois, se Gustavo Morais (ou outro) fosse eleito presidente, tomasse as rédeas da casa, implantasse seu modo de gestão, mas a liminar fosse suspensa, como acabou acontecendo, tudo voltaria a ser como é hoje, decisões deveriam ser revogadas, entre outras ações.
Porém, e aí é que está o interessante de tudo isso, Silvio Machado, Eduardo Deibler, Jussara Carpes, Adriana Lara, Divaldo Lara e Téia Pereira (e mais alguém nesse rol) já sabiam da decisão judicial desde as 21h30min de sexta-feira, dia 11 de novembro.
- Por que esse tempo todo de silêncio?
Perguntou esta coluna política ao vereador-presidente.
- Precisávamos saber até onde iriam com essa armação toda em torno do poder, de querer a presidência da Câmara, revela Silvio.
Sobre a a ação suspensiva da liminar, o vereador Gustavo Morais declarou o seguinte:
- O jogo está um a um agora. Será julgado o agravo, antes do mérito, o que deve ocorrer nos próximos seis ou sete dias.
Agravo é um recurso cabível contra a decisão de um juiz ou membro de tribunal.
Segundo Gustavo, há um clima “pesado” na Câmara.
- Não podemos aceitar a Mesa Diretora nessa bagunça que está, acusa.
Porém, Silvio Machado está considerando a decisão do desembargador Borges como algo definitivo até o julgamento do mérito, o que pode demorar. E se declara magoado com tudo o que está acontecendo no Legislativo.
- Poderíamos estar tratando de assuntos de interesse da comunidade, analisando projetos, fiscalizando o Executivo, mas emperramos nisso.
E arrematou:
- O Gustavo é visto em expediente na Câmara pela manhã e à tarde no Ministério Público, acusando ou se defendendo.
O presidente, que volta ao cargo, revela que agirá de forma diferente na Câmara.
Resta saber que diferente será o novo Silvio Machado que vem por aí.
JUSSARA X DUDU
Está previsto para janeiro, a renúncia do presidente para que Jussara Carpes assuma o comando da Câmara. A Lei prevê a possibilidade de renúncia com a assunção do vice após um ano de gestão. Eis o que forçará a corrida dos vereadores que tentaram tirar Silvio Machado da presidência na busca do mesmo objetivo. A ideia maior é impedir a chega de Jussara ao poder.
O prefeito Dudu Colombo não quer saber da ex-petista no cargo maior do legislativo bageense. Dudu e Jussara se conhecem muito bem, e do PT.
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